Instagram fecha página LGBT na Indonésia

13 de February 2019 - 17:02

Por pressão do governo indonésio, a rede social removeu uma página que denunciava abusos sobre gays muçulmanos sob a acusação de que publicava conteúdos pornográficos. As organizações internacionais de direitos humanos protestam contra a perseguição homofóbica e o ataque à liberdade de expressão.

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Era através do desenho que a página Alpatuni pretendia ilustrar as dificuldades da vida dos gays muçulmanos na Indonésia. 5,933 pessoas seguiam as bandas desenhadas que mostravam um quotidiano de discriminação e de abuso, num país dominado pelos conservadores. A página explicava o seu conteúdo como “comics Gay muçulmanos para pessoas que podem pensar”.

O ministério das Comunicações terá visto algo diferente. Não gostou do conteúdo do perfil, acusou-o de “pornografia” e de “violar a decência” e, portanto, de violar a lei “de Informação e Transações Eletrónicas” (ITE) do país. Por isso, escreveu uma carta a pressionar o Instagram, ameaçando bloquear a rede social no país. Ao mesmo tempo, surgiu toda uma série de denúncias que o Ministério tratou de agradeceu por, escreveu em comunicado, terem ajudado a “acelerar o processo”.

E a rede social acabou por ceder, bloqueando a página. Uma página de facebook com o mesmo nome desapareceu igualmente.

A Human Rights Watch tem denunciado que a lei ITE e as leis contra a pornografia têm sido utilizadas para “criminalizar a homossexualidade”. E o mesmo tem feito a Amnistia Internacional.