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Inscrições abertas para fechar Almaraz

Manifestação ibérica a 11 de junho pelo fecho da central nuclear de Almaraz, em Cáceres, a 100 quilómetros da fronteira portuguesa, já tem 250 pessoas inscritas e autocarros confirmados desde Lisboa, Porto, Aveiro, Santarém, Castelo Branco, Faro e Viseu. Inscrições podem ser feitas na página oficial da manifestação.

250 pessoas já se inscreveram em Portugal para a manifestação ibérica pelo fecho de Almaraz, que vai acontecer no dia 11 de junho, em Cáceres. Almaraz é a central nuclear mais antiga do Estado espanhol, localiza-se a cem quilómetros da fronteira com Portugal. Iniciou o seu funcionamento no início dos anos 1980. Teve o seu encerramento foi previsto para 2010, mas o Governo do Estado espanhol prolongou-o até 2020, apesar das várias avarias que já teve.

A ação de protesto foi marcada no primeiro encontro ibérico do movimento pelo encerramento da central nuclear de Almaraz, que decorreu em Mérida em abril e juntou participantes de 20 organizações políticas e ambientalistas de Portugal e do Estado espanhol. Já está assegurado transporte organizado desde Lisboa, Porto, Aveiro, Santarém, Castelo Branco, Faro e Viseu. Pode haver autocarros a partir de outras regiões, se houver inscrições que o justifiquem. As inscrições podem ser feitas na página oficial da manifestação, aqui, onde também está disponível mais informação, assim como na página de facebook

A organização nomeia oito razões para a exigência do fecho da central nuclear:

  1. "A Central, em funcionamento desde a década de 80, é a mais antiga do Estado Espanhol. Ultrapassa em mais de 5 anos o seu período de vida útil, representa um risco constante para o território português, por estar a menos de 100km da fronteira e à beira do Rio Tejo.
  2. Representa um risco enorme para o Rio Tejo, que hoje já é muito poluído, no qual é refrigerado o seu reator e onde são feitas descargas nucleares através do embalse de Arrocampo.
  3. Almaraz reprovou nos testes de resistência feitos pela Greenpeace, que indicou que esta: não tem válvulas de segurança e sistemas de ventilação filtrada para prevenir uma explosão de hidrogénio como a de Fukushima; não tem dispositivo eficaz para contenção da radioatividade em caso de acidente grave; não tem avaliação de riscos naturais; não está sequer prevista a implantação de um escape alternativo para calor.
  4. Tem registados 54 acidentes desde a sua inauguração, o seu desenho já sofreu 4000 modificações.
  5. A Central parou de emergência 32 vezes e 3 vezes para manutenção.
  6. Em Janeiro de 2016, cinco inspetores do Conselho de Segurança Nuclear espanhol afirmaram que as repetidas falhas no sistema de refrigeração colocam um sério risco de segurança. Depois do relato dos inspetores, já se registou em fevereiro nova avaria e um incêndio. As empresas acionistas (Endesa, Iberdrola e União Fenosa) não querem encerrar a Central porque o investimento inicial já está pago e hoje representa lucros no valor de 161 milhões de euros anuais.
  7. A energia produzida por Almaraz é irrelevante para o sistema energético espanhol atual e nulo para o português.
  8. Um acidente grave em Almaraz teria implicações profundas na vida e na saúde de gerações, com contaminação em larga escala, levando mesmo ao êxodo de povoações".

O custo da viagem irá variar entre os 5 e os 10 euros. As organizações não-governamentais, partidos e coletivos que, até agora, se juntaram ao apelo à manifestação ibérica são os seguintes: Adenex, Anticapitalistas, Ambiente em Zonas Uraníferas, Bloco de Esquerda, Campo Aberto, Climáximo, Coletivo pelo Clima, Ecoar, Ecologistas en Acción, Equo, FAPAS, GAIA, GEOTA, Izquierda Unida, Livre, Movimento Ibérico Antinuclear, Partido Animalista PACMA, PAN, Podemos, ProTejo, Quercus, Partido Os Verdes e ZERO ONG.

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