O Instituto Nacional de Estastística (INE) divulgou esta quarta-feira que o Índice de Preços no Consumidor (IPC) foi de 9,1% em julho, em relação ao período homólogo do ano anterior. Em comparação com o mês anterior, a subida foi de 0,4 pontos percentuais.
O indicador de inflação subjacente, o índice total menos os produtos alimentares não transformados e os produtos energéticos, também acelerou, registando uma variação de 6,2% (6% em junho).
O INE informa também que os preços de venda dos produtos energéticos ao consumidor registaram uma subida homóloga de 31,2% em julho, enquanto a subida em relação ao mês anterior foi de 0,5pp, refere o Negócios.
As maiores subidas por classes de consumo individual, em relação à variação homóloga, foram dos bens alimentares e bebidas não alcoólicas, dos transportes e da habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis.
“Não é um Governo, é um desgoverno”
No Twitter, o líder parlamentar do Bloco de Esquerda, Pedro Filipe Soares, lembra que “o governo garantia que a inflação seria temporária”. Critica o executivo por aceitar “a perda generalizada de rendimentos e a desvalorização de salários”, salienta que “não apoia a economia” e conclui: “Não é um Governo, é um desgoverno”.
Pedro Filipe Soares aponta ainda que “É urgente defender as pessoas. Taxar os lucros abusivos, controlar preços de energia e bens essenciais e aumentar salários: soluções para evitar perda de poder de compra”.
O Governo garantia que a inflação seria temporária, aceita a perda generalizada de rendimentos e a desvalorização de salários, aumenta a coleta fiscal com a inflação mas não apoia a economia, recusa taxar os abusos nos preços.
Não é um Governo, é um desgoverno.— Pedro Filipe Soares (@PedroFgSoares) August 10, 2022