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Infarmed: Bloco quer saber se Governo admite recuar na decisão

O deputado Moisés Ferreira pediu explicações esta quinta-feira ao Governo sobre a transferência do Infarmed para o Porto, nomeadamente sobre a hipótese de voltar atrás na decisão face à recusa da maioria dos trabalhadores em mudar de cidade
O deputado questiona também se, face à recusa dos trabalhadores, o governo pondera “envolver os trabalhadores para tomar uma decisão conjunta” sobre o futuro do Infarmed. Foto de Tiago Petinga, Lusa.
O deputado questiona também se, face à recusa dos trabalhadores, o governo pondera “envolver os trabalhadores para tomar uma decisão conjunta” sobre o futuro do Infarmed. Foto de Tiago Petinga, Lusa.

O deputado Moisés Ferreira pediu explicações esta quinta-feira ao Governo sobre a transferência do Infarmed para o Porto, nomeadamente sobre a hipótese de voltar atrás na decisão face à recusa da maioria dos trabalhadores em mudar de cidade, noticia a agência Lusa.

Numa pergunta dirigida ao ministro da Saúde, o Bloco exige justificações para a proposta de mudança da sede da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde e, questiona por que não foram ouvidos os trabalhadores e o seu conselho diretivo.

O deputado questiona também se, face à recusa dos trabalhadores, o governo pondera “envolver os trabalhadores para tomar uma decisão conjunta” sobre o futuro do Infarmed.

E recorda que, para além de 97% dos trabalhadores estarem contra a proposta do governo, a mudança não estava prevista no plano estratégico até 2019, criando o risco de “perda de quadros especializados e experientes” e de “dificuldades de coordenação e articulação”.

Para o deputado, “o que está aqui em causa não é a descentralização ou não de institutos e de organismos”, mas sim “uma decisão que não teve em conta a opinião do próprio Infarmed e dos seus trabalhadores, que pode comportar uma alteração radical de vida para 400 famílias e que pode trazer riscos e prejuízos para uma instituição internacionalmente reconhecida e que é responsável pela qualidade, segurança e eficácia de medicamentos, dispositivos médicos e cosméticos”.

A decisão do governo foi anunciada pelo ministro da saúde, um dia depois da cidade do Porto ter sido afastada da corrida à sede da Agência Europeia do Medicamento. Contudo, o ministro rejeita que a mudança do Infarmed tenha surgido como compensação.

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