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INE: 2.6 milhões vivem em risco de pobreza ou exclusão social

O último inquérito do Instituto Nacional de Estatística confirma a descida das taxas de pobreza e de privação material no país. Mas entre os idosos o risco de pobreza aumentou.
Foto Paulete Matos.

A taxa de pobreza ou exclusão social, segundo o inquérito realizado em 2016, é de 25.1%, menos um ponto e meio que a registada no ano anterior, revelou esta quinta-feira o Instituto Nacional de Estatística.

Este indicador combina os índice da população com rendimentos inferiores ao limiar da pobreza e em situação de privação material severa, com o conceito de intensidade laboral ‘per capita’ muito reduzida (pessoas com menos de 60 anos em agregados em que os adultos trabalhem em média manos de 20% do tempo de trabalho possível nesse período).

Os dados relativos à privação material da população indicam ainda que quase metade dos portugueses (47.2%) vive em agregados familiares que não conseguem pagar uma semana de férias fora de casa e 38.3% não consegue pagar uma despesa inesperada de cerca de 400 euros. Mais de um quinto da população (22.5%) vive num agregado sem capacidade para pagar o aquecimento da casa. Em todos estes indicadores, regista-se ainda assim uma melhoria face a anos anteriores. Em termos gerais, 19.5% da população vive em privação material e 8.4% em privação material severa, conclui o estudo.

O inquérito do INE ao risco de pobreza (população com rendimento abaixo de 439 euros) também confirma a tendência de queda dos últimos dois anos. Em 2015 foi de 21.8%, abaixo dos 24.1% do ano anterior e do máximo de 25.9% em 2013. O ano que serve de referência a esta taxa é o de 2009, em que se fixou nos 17.9%.

A tendência de descida não foi seguida por todos os grupos etários, com os maiores de 65 anos a verem o seu risco de pobreza agravar-se no ano passado. Ainda segundo os dados do INE, se o Estado não pagasse qualquer prestação social, 46.3% dos portugueses estariam em risco de pobreza. Nos dados por agregado familiar, o risco de pobreza mais elevado (42.7%) está nas famílias com dois adultos e três ou mais crianças dependentes, seguindo-se as famílias com um adulto e pelo menos uma criança dependente (31.6%).

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