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Incêndios: Situação difícil na Madeira

O Governo da Madeira acionou o plano de contingência regional. Várias casas foram destruídas. Mais de 200 pessoas foram deslocadas de suas casas e também foram evacuados mais de 234 doentes do Hospital dos Marmeleiros. Roberto Almada escreveu na sua página do facebook: “A tragédia abateu-se sobre a Madeira”.
Bombeiros combatem incêndio nas serras do Funchal – Foto de João Homem Gouveia/Lusa
Bombeiros combatem incêndio nas serras do Funchal – Foto de João Homem Gouveia/Lusa

Na Madeira, continuam três frentes de fogo ativas. Para além das pessoas evacuadas de suas casas e do Hospital dos Marmeleiros, também foram retiradas 60 pessoas do lar de idosos de Santa Isabel, como medida de precaução. Pelo menos, 27 moradias ficaram sem condições de habitabilidade. 200 pessoas evacuadas de suas casas foram deslocadas para o Regimento de Guarnição n.º3 e outras 30 para diversas instituições.

Um autocarro de passageiros da empresa de transportes públicos Horários do Funchal (HF) incendiou-se na manhã desta terça-feira. A HF informou também que há carreiras suspensas no serviço de transporte urbano e interurbano, devido ao encerramento de algumas vias próximas dos incêndios.

O presidente do Governo Regional da Madeira anunciou na tarde desta terça-feira, 9 de agosto de 2016, que foi ativado o fundo de socorro social, no valor de 163 mil euros, para apoiar a reconstrução dos edifícios destruídos e que foi criada uma linha telefónica permanente de emergência, que estará disponível 24 horas por dia. O número é: 926768743.

Segundo a Lusa, o diretor do Observatório Meteorológico do Funchal, Vítor Prior, referiu que uma situação com estas características (altas temperaturas e vento forte de leste), “tão prolongada”, com a duração de cinco ou seis dias, apenas se registou na ilha da Madeira em agosto de 1976.

Vítor Prior mencionou que a Madeira registou agora uma temperatura média de 29,6 graus centígrados, “tendo o valor mais alto registado numa situação semelhante, em 1976, sido de 25,5 graus”.

“A tragédia abateu-se sobre a Madeira. No Funchal as chamas devoram o nosso património natural, casas de habitação e obriga à evacuação de sítios, habitações e até de uma unidade hospitalar”, escreveu o coordenador regional do Bloco de Esquerda, na sua página do facebook:

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