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Ilustrações de Abel Manta em nova edição de Memorial do Convento

O livro Memorial do Convento, de José Saramago, vai ter uma nova edição com ilustrações de João Abel Manta.
Foto de Cláudia Oliveira
Foto de Cláudia Oliveira

Uma fonte da editora Guerra e Paz que irá publicar o livro a 7 de dezembro disse à Lusa que "o nascimento deste livro dava um pequeno romance”, tendo acrescentado: “O editor José da Cruz Santos sonhou esta edição com José Saramago".

A editora revela que numa carta enviada a José da Cruz Santos, Saramago escreveu: "Ter o João Abel Manta e o Carlos Reis connosco é um presente do céu, quando o havia. Só de pensar que vou ter um livro meu ilustrado pelo João Abel faz com que o pulso se me acelere".

Agora, o sonho do Nobel da Literatura transforma-se em realidade com esta edição, que inclui 20 ilustrações inéditas de João Abel Manta a quatro cores, sendo duas das ilustrações reproduzidas em dípticos com 33 centímetros de largura.

A editora adianta que serão impressos apenas 500 exemplares.

Esta edição tem o contributo de várias personalidades e entidades, nomeadamente o editor José da Cruz Santos e a livraria Modo de Ler, que a cederam à Guerra e Paz, e ainda a Porto Editora, a Fundação Saramago e as herdeiras de José Saramago, que a autorizaram, e as autorizações concedidas por João Abel Manta e a sua filha, além do catedrático em Literatura Carlos Reis.

Memorial do Convento foi editado pela primeira pela Caminho  em outubro de 1982 e a ação narrativa decorre no reinado de D. João V, tendo como protagonistas Baltasar, conhecido como Sete-Sóis, porque apenas conseguia ver à luz, e Blimunda, chamada de Sete-Luas, porque conseguia ver no escuro, graças ao dom da "ecovisão".

João Abel Manta, de 88 anos, é autor de uma obra diversificada, que vai da arquitetura ao desenho, passando ainda pela pintura, caricatura, artes gráficas, tapeçaria, cerâmica e mosaico.

Com Alberto Pessoa e Hernâni Gandra, foi um dos arquitetos responsáveis pelos projetos dos blocos habitacionais da avenida Infante Santo, em Lisboa, que lhe valeu o Prémio Municipal de Arquitectura, em 1957, e da Associação Académica de Coimbra, em 1959.

Os painéis da avenida Calouste Gulbenkian, e o desenho do pavimento da praça dos Restauradores, ambos em Lisboa, são igualmente de sua autoria.

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