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IEFP: Metade dos novos inscritos são contratos não renovados

No último ano, os centros de emprego receberam 468 mil novas inscrições, menos 18% face ao registado no ano de 2020.
Centro de desemprego | Foto de Rodrigo Batista - Lusa

No ano de 2020, houve perto de 570 mil inscritos depois do início da pandemia de covid-19, mas no ano passado existiu uma redução de 18%, para 468 mil inscritos. No entanto, destas inscrições, metade tiveram origem na não renovação dos contratos a termo, um total de 231.684 (estes dados não contêm as regiões autónomas), segundo o Diário de Notícias.

Em 2021, para além da grande preponderância dos inscritos devido à não renovação de contratos, também ganhou maior peso a fatia de desempregados por “outros motivos” não especificados (83.997), mais 2% dos que foram registados em 2020.

Relativamente aos despedimentos por iniciativa do trabalhador, no ano de 2021 foram contabilizadas 19.758 pessoas (4%) e por mútuo acordo foram 16.708 (4%). No final deste ano estavam 327.128 inscritos no continente e 347.959 no total do país, o que representa uma descida de 13,7% face aos registos de dezembro de 2020. Mesmo assim, o número de desempregados é maior do que no início da pandemia, em fevereiro de 2020, cujo valor era de 315.562 inscritos.

O aumento mensal do desemprego em dezembro, o que é historicamente normal (dos últimos 14 anos, 10 registam subidas do desemprego nos meses de novembro e dezembro) deve-se à subida em setores como a agricultura (9,5%), indústria (3,6%) e os operadores de máquina (2,7%), entre outros.

Em termos regionais, os maiores aumentos registam-se no Algarve (10,4%), Alentejo (3,2%) e Açores (0,9%).

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