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Hungria vai aplicar imposto sobre lucros extraordinários

Medida anunciada por Viktor Orban surge na sequência da declaração do estado de emergência. Receita do imposto vai financiar o teto no valor dos preços da energia e o reforço das despesas militares.
Viktor Orban. Foto União Europeia.

A Hungria é o mais recente país europeu a avançar para um imposto sobre lucros extraordinários aos setores que mais têm lucrado com a pandemia, a subida dos preços da energia e alimentos com a crise provocada pela guerra. "Vamos obrigar os bancos, seguradoras, grandes cadeias de distribuição, indústria energética e corretoras, empresas de comunicações e de aviação a pagar uma boa parte dos seus lucros extraordinário para dois fundos estatais", anunciou o primeiro-ministro húngaro um dia depois de ter aprovado a declaração de estado de emergência por causa da guerra na Ucrânia.

Viktor Orban venceu as eleições por larga maioria em abril para um quarto mandato consecutivo, mas a medida de taxar lucros extraordinários não é nova para os seus governos. Em 2010, aplicou-a aos setores da banca energia e distribuição com o objetivo de reduzir o défice público.

Confrontado com o aumento da inflação e em vésperas de eleições, o primeiro-ministro húngaro decretou há meses tetos máximos nos preços de venda dos produtos alimentares básicos, combustíveis e nas taxas do crédito à habitação.

Os detalhes deste imposto sobre lucros extraordinários serão conhecidos esta semana e ele deverá aplicar-se este ano e em 2023.

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