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Huawei torna-se a maior vendedora de ‘smartphones’ do mundo

Apesar da campanha dos Estados Unidos contra si, o grupo chinês de tecnologia foi a empresa que mais telemóveis vendeu em todo o mundo no segundo trimestre deste ano, quebrando, pela primeira vez, o duopólio de Apple e Samsung.
Foto de Open Grid Scheduler / Grid Engine / Flickr

Pela primeira vez, a Huawei vendeu mais telemóveis no mundo do que as suas duas concorrentes, a Apple e Samsung. Estas têm disputado entre si, nos últimos anos, o duopólio na venda destes dispositivos.

De acordo com os dados divulgados esta quinta-feira pela analista de mercados Canalys, a Huawei conseguiu este resultado apesar de uma queda homóloga de 5% nas vendas, para 55,8 milhões de smartphones.

Pior desempenho teve a sua rival direta, a Samsung, que registou uma quebra de 30% em relação ao mesmo período do ano passado, vendendo este ano 53,7 milhões de telemóveis.

A nova líder consegue assim ultrapassar o impacto das sanções dos Estados Unidos contra a empresa, e a campanha internacional lançada por Washington, tentando convencer os seus aliados a excluírem o grupo chinês das redes de quinta geração (5G).

Esta campanha teve um forte impacto nas vendas da empresa, que registaram uma queda de 27% fora da China, entre abril e junho, no entanto a Huawei vendeu 8% a mais no seu país de origem, onde já controla mais de 70% do mercado de smartphones, e onde a Samsung tem uma participação residual (menos de 1%) de participação no mercado.

Em declarações citadas pela agência Lusa, Bem Staton, analista da Canalys diz que este “é um resultado notável, que poucos teriam previsto há um ano", e atribui os números à pandemia da covid-19: "a Huawei aproveitou ao máximo a recuperação económica da China para retomar os seus negócios".

Outro analista da mesma empresa alerta para a dificuldade de a Huawei em consolidar-se no primeiro lugar. Mo Jia refere que “os principais distribuidores em regiões importantes como a Europa estão cada vez mais cautelosos com os vários dispositivos da Huawei e encomendam agora menos modelos, enquanto procuram por alternativas em outras marcas, visando reduzir o risco”.

O analista qualifica o sucesso da marca como circunstancial, a “quota de mercado na China não é suficiente para manter a Huawei no topo quando a economia global começar a recuperar", sublinhou.

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