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Houve mais uma violação na discoteca de Vila Nova de Gaia

Segundo a Polícia Judiciária, ambas as mulheres desmaiaram depois de beberem shots oferecidos por trabalhadores da discoteca, ambas apresentavam pouca ou nenhuma memória do ocorrido e ambas foram contactadas posteriormente por pessoas ligadas ao bar.
Houve mais uma violação na discoteca de Vila Nova de Gaia
Foto de Paulete Matos.

Para além do ocorrido com a mulher de 26 anos, o bar-discoteca de Vila Nova de Gaia terá sido palco de mais uma violação, um mês após o primeiro caso, desta vez a uma mulher de 18 anos, também encontrada inconsciente na casa de banho. 

A notícia é dada hoje pelo jornal Público a partir de um relatório da Polícia Judiciária que integra o primeiro processo que esteve origem da decisão do Tribunal da Relação do Porto de confirmar a pena suspensa aos dois homens acusados de terem violado uma mulher inconsciente na casa de banho de um bar-discoteca em Vila Nova de Gaia.

A mulher em questão nunca apresentou queixa, mas a Polícia Judiciária teve conhecimento do caso através de escutas telefónicas ao barman do estabelecimento. Ao ser mais tarde inquirida pela PJ, a jovem conta que bebeu um shot oferecido pelo porteiro e relações públicas do bar - um dos agressores do primeiro caso - sendo que depois “apagou completamente”. 

Terá sido encontrada desmaiada na casa de banho, a partir do qual terá pedido para chamar o barman, seu conhecido, a quem contou ter sido forçada a ir para a casa de banho e a praticar atos de cariz sexual. Tinha ido para o bar-discoteca acompanhada por um amigo, polícia municipal, a quem disse “um gajo abusou de mim”. Este seu amigo terá depois dito à PJ que ela saiu a cambalear da casa de banho, tendo feito esta revelação à porta da mesma.

Ao acordar no dia seguinte, 29 de dezembro de 2017, a jovem só se lembrava de ter bebido o shot, não tendo qualquer recordação do que ocorrera depois. Foi o relato do seu amigo polícia municipal e do barman, com quem falou logo depois das alegadas agressões, que serviu como testemunho. A jovem afirmou estranhar não ter qualquer memória dessa noite, uma vez que antes só tinha bebido duas cervejas e estar habituada a consumir álcool, considerando por isso que a “única explicação” para a total ausência de memória é a possibilidade de o shot que lhe foi servido ter sido adulterado. Na manhã seguinte acordou também com um olho negro e com vermelhidão no interior das coxas.

O alegado agressor terá procurado dias depois o polícia municipal a quem disse que “foram só uns beijos, não houve penetração”. 

É o relatório da PJ que traça as comparações deste com o caso da mulher de 26 anos violada por dois homens na casa de banho da mesma discoteca. Ambas desmaiaram depois de beberem shots que lhes foram oferecidos por trabalhadores da discoteca, ambas apresentavam pouca ou nenhuma memória do ocorrido e ambas foram contactadas posteriormente por pessoas ligadas ao bar, naquilo que os investigadores interpretam como uma forma de avaliação da memória das vítimas. 

O bar onde ocorreram estes dois episódios continua em funcionamento, mas tem uma nova gerência desde o início do ano, depois dos dois casos de agressão sexual. 

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