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Hong Kong: Centenas de milhares assinalaram seis meses de protesto

Os organizadores falam de 800 mil pessoas na manifestação deste domingo no centro de Hong Kong. Reforçados pela recente eleição, os manifestantes não recuam nas cinco exigências ao governo.
Manifestação em Hong Kong
Manifestação este domingo em Hong Kong. Foto Miguel Candela/EPA

No dia 9 de junho,um milhão de pessoas saiu à rua em protesto contra o governo de Hong Kong e a sua tentativa de mudar a lei para permitir extradições para a China. Seis meses depois, a manifestação na véspera da efeméride confirmou que o movimento não perdeu força, apesar da repressão e da violência que tem marcado os últimos meses.

Este domingo, a marcha foi quase sempre pacífica e só foi interrompida ao início da noite pela organização por se sentir pressionada pelo forte dispositivo policial com atitude intimidatória face aos manifestantes.

O slogan mais ouvido foi “Cinco exigências! Nem uma a menos”, numa referência às reivindicações centrais do movimento: investigação independente à repressão policial; abandono da acusação por “motim” aos manifestantes; retirada completa da lei da extradição; amnistia para manifestantes presos; eleição com sufrágio universal.

O movimento ganhou força com a eleição para os conselhos distritais, em que os candidatos críticos de Pequim conquistaram 382 dos 452 assentos, dando-lhes boas perspetivas para as eleições do Conselho Legislativo em setembro e para a chefia do governo em 2022. Até lá, o processo de decisão política continuará dominado pelas forças alinhadas com o governo da China.

Talvez por causa do resultado recentes eleições, esta manifestação foi a primeira desde agosto a ter autorização policial para acontecer, apesar de antes do seu início terem decorrido várias buscas e 11 pessoas terem sido detidas.

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