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Hollande desiste de revisão constitucional que previa nova política de nacionalidade

O chefe de Estado anunciou esta quarta-feira que encerrou o debate constitucional, que tinha como objetivo inscrever na lei fundamental o estado de emergência e a perda da cidadania francesa a condenados por terrorismo com dupla nacionalidade, bem como a reforma do conselho superior da magistratura.

“Decidi, depois de me ter reunido com os presidentes da Assembleia Nacional e do Senado, encerrar o debate constitucional”, anunciou François Hollande ao país, após uma reunião do Conselho de Ministros.

O presidente francês culpabilizou o partido Os Republicanos, liderado por Nicolas Sarkozy, pelo fracasso político, acusando-o de “ser hostil a qualquer revisão constitucional”.

“Lamento profundamente esta atitude num momento em que tudo deveríamos fazer para evitar as divisões e abandonar todas as rivalidades”, frisou Hollande.

Certo é que a norma defendida por Hollande que previa a perda da cidadania francesa a condenados por terrorismo com dupla nacionalidade mereceu a oposição frontal de alguns membros do próprio Partido Socialista.

Em janeiro, a então ministra da Justiça, Christiane Taubira, que era considerada a “garantia da esquerda” no atual Governo francês, anunciou a sua demissão.

A reforma constitucional foi defendida por Hollande, durante um discurso solene no Congresso a 16 de novembro, três dias após os atentados que mataram 130 pessoas no centro da capital.

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