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Holanda: Extrema-direita abre campanha eleitoral com insulto xenófobo

Geert Wilders, líder do partido de extrema-direita PVV declarou neste sábado, início da campanha eleitoral que quer acabar com a “escumalha marroquina”.
Geert Wilders em campanha eleitoral em Spijkenisse, Holanda, 18 de fevereiro de 2017 – Foto de Koen Van Weel/Epa/Lusa
Geert Wilders em campanha eleitoral em Spijkenisse, Holanda, 18 de fevereiro de 2017 – Foto de Koen Van Weel/Epa/Lusa

Geert Wilders abriu a campanha eleitoral, neste sábado 18 de fevereiro, com insultos islamofóbicos, e ameaças à comunidade marroquina que vive na Holanda. “Há muita escumalha marroquina na Holanda e isso faz com que as ruas não sejam seguras”, disse à comunicação social e apelou ao voto no seu partido: “Se quiserem recuperar o controlo do país, devolver a Holanda aos holandeses, então têm de votar num partido.”

“Vejam a islamização, como deixámos o terrorismo entrar no país. Como deixámos avançar a escória marroquina sem agirmos contra eles, enquanto as pessoas normais são multadas por excesso de velocidade”, afirmou também Wilders num comício em Spijkenisse, próximo de Roterdão.

Segundo Euronews, Wilders foi questionado sobre estas declarações pela comunicação social, após o comício, e terá dito, mantendo os insultos: “Nem todos são escória, mas há muita escória marroquina na Holanda, a maioria jovens, que não são levados a sério. Isto aumenta a insegurança e isto tem que mudar”.

Uma manifestante anti-Wilders afirmou aos jornalistas: “Estou muito assustada com as coisas que ele pode fazer. Muita gente habitou-se a isto e deixaram de protestar, mas penso que é importante levantar a voz, para dizermos que não estamos de acordo com o que se está a passar e dizê-lo aos seus eleitores, que não parecem conhecer o candidato em que querem votar”.

Geert Wilders faz da islamofobia o centro da sua campanha e insulta repetidamente a comunidade marroquina, tendo já sido condenado, em dezembro passado, por discriminação.

Wilders e o seu partido de extrema-direita PVV (partido da liberdade) lidera todas as sondagens para as próximas eleições de 15 de março, quer proibir a imigração muçulmana, o fecho de todas as mesquitas, a saída da Holanda da União Europeia e que a idade de reforma volte aos 65 anos. O atual governo de coligação entre liberais de direita e trabalhistas aumentou a idade de reforma para os 67 anos.

O partido de direita liberal VVD, do atual primeiro-ministro, Mark Rutte, tem aproximado as suas posições do discurso islamofóbico de Wilders, apelando a que “todos aqueles que não respeitam os valores holandeses” abandonem o país.

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