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Guru da extrema-direita mundial banido do Twitter por apelo a decapitação

Steve Bannon, ex-conselheiro de Trump e ideólogo da extrema-direita, incitou ao corte da cabeça do especialista em infeciologia Anthony Fauci e do diretor do FBI porque isso serviria “de aviso” para os funcionários estatais. O Twitter baniu-o. Outras redes apagaram o vídeo.
Steve Bannon. Foto de Gage Skidmore/Flickr.
Steve Bannon. Foto de Gage Skidmore/Flickr.

Steve Bannon é admirado pela extrema-direita mundial e considerado um dos seus principais ideólogos. Foi despedido do papel de conselheiro de Trump mas nem isso lhe retirou a proeminência. Foi acusado de fraude por desviar 25 milhões de dólares de uma campanha de fundos mas a extrema-direita continuou a confiar nele. Um deles foi o líder do Chega, André Ventura, que no dia da detenção escreveu que se tratava de “uma questão qualquer de angariação de fundos” e que a detenção mostrava como “o poder consegue instrumentalizar a justiça”.

Resta saber o que este setor político terá a dizer acerca dos apelos, no seu podcast, à decapitação de Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas, e do diretor do FBI, Christopher Wray. Por seu lado, as principais redes sociais já sabem o que fazer e tomaram medidas. O Twitter suspendeu permanentemente a conta do programa @WarRoomPandemic por violação das suas regras, através da “glorificação da violência”.

Youtube e Facebook retiraram o episódio das suas redes por incitação à violência mas deixaram o resto dos programas. O Youtube esclareceu que aplicava uma regra de três avisos e que o canal, com mais de 200.000 subscritores, ficou impedido de publicar conteúdos por uma semana.

No seu programa Bannon disse que queria "voltar aos velhos tempos da Inglaterra de Tudor”, enfiar as cabeças destas duas pessoas em estacas e colocá-las de "cada lado da Casa Branca como um aviso aos burocratas federais”.

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