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Guiné Equatorial quer “apoio técnico” para abolir pena de morte

A cimeira dos países da CPLP reagiu “com agrado” ao pedido do regime de Obiang, que deu mais um passo para se integrar nesta comunidade.
Michel Temer e Teodoro Obiang
Michel Temer e Teodoro Obiang na cimeira da CPLP. Foto Wilson Dias/Agência Brasil

Na declaração final da cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), realizada em Brasília, pode ler-se que os países lusófonos ”registaram com agrado a solicitação da Guiné Equatorial de apoio técnico à harmonização legislativa interna, decorrente da moratória à pena de morte em vigor, no sentido de a converter em abolição, em conformidade com os princípios fundamentais e valores universais comungados por todos os Estados-membros”.

O país governado há décadas pelo ditador Teodoro Obiang deu novos passos na integração na CPLP, o que também foi elogiado na declaração final, bem como a instituição do Prémio UNESCO/Guiné Equatorial em Ciências da Vida.

Questionado pelos jornalistas sobre uma eventual visita de Obiang a Fátima no próximo ano, o Presidente da República não quis responder sobre um eventual convite ao ditador, à semelhança do que fizera com os chefes de Estado na cimeira iberoamericana, preferindo revelar que não se opõe à visita. "Portugal, que é um país aberto, folga com a ida dos dignitários dos mais diversos países e não tem nenhuma relutância nem nenhuma oposição, pelo contrário, seria oposto à ideia de mobilidade e de circulação no espaço da CPLP o estar a colocar entraves a quem quer que seja na ida a Fátima no próximo ano”, afiromou Marcelo Rebelo de Sousa.

Ao seu lado, o primeiro-ministro preferiu ironizar com o destaque dado à Guiné Equatorial nas perguntas da imprensa. "Afinal, a nossa relação com a Guiné Equatorial é muito mais intensa do que a que temos com Angola, com o Brasil, com Cabo Verde, com a Guiné-Bissau, com Timor-Leste, com Moçambique. Eu julgava que com todos estes países a nossa relação era muito mais intensa, mas vejo pela vossa curiosidade que não, afinal o principal país com quem nós temos relação é a Guiné Equatorial. Para mim é uma lição”, disse António Costa.

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