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GUE/NGL solidário com trabalhadora Cristina Tavares

O Grupo Unitário da Esquerda/Esquerda Verde Nórdica (GUE/NGL), em que o Bloco se integra, defende que Cristina Tavares, vítima de assédio moral por parte da empresa Fernando Couto Cortiças, de Paços de Brandão, “é um exemplo de resistência e coragem”.
Foto do GUE/NGL, Flickr.

Na sua conta de Twitter, o Grupo Unitário da Esquerda/Esquerda Verde Nórdica (GUE/NGL) dá conta da iniciativa em solidariedade para com Cristina Tavares e para com “todos aqueles e aquelas que sofrem de bullying e precariedade no seu local de trabalho”:

"Coragem de ferro! A trabalhadora portuguesa Cristina Tavares é um exemplo de resistência e coragem. Ela tem sido alvo de assédio por parte do empregador num caso que já dura há dois anos. Solidariedade para com ela e para com todos aqueles e aquelas que sofrem de bullying e precariedade no seu local de trabalho", escreve o GUE/NGL.

 

Cristina Tavares trabalha desde 2009 na empresa Fernando Couto Cortiças, com um rendimento mensal de 600 euros. A trabalhadora, que tem um filho deficiente que depende exclusivamente dela, viu-se obrigada a meter baixa em 2016 para poder acompanhá-lo. Os patrões não gostaram e despediram-na no início de 2017.


A eurodeputada bloquista Marisa Matias na iniciativa de solidariedade do GUE/NGL para com a trabalhadora Cristina Tavares. Foto de Paula Nunes.

No entanto, o Tribunal deu razão à trabalhadora, e a empresa teve de reintegrá-la. A partir desse momento, os patrões obrigaram-na a usar uma farda diferente, foi proibida de falar com os colegas e de utilizar as casas de banho de outros trabalhadores, sendo-lhe atribuída uma casa de banho própria sem qualquer privacidade.


Ver vídeo: Sabes quem é a Cristina Ferreira. E a Cristina Tavares?


 

Mas a perseguição e humilhação não ficou por aqui.

Cristina Tavares foi impedida de estacionar o seu veículo nas instalações da empresa, passaram a controlar a quantidade de papel higiénico que usava e o tempo que demorava na casa de banho. A par de a isolarem de todos os outros trabalhadores e trabalhadores e de ser alvo de provocações verbais constantes, atribuíram-lhe funções penosas, contrariando as indicações da própria medicina no trabalho, como carregar e descarregar os mesmos sacos de 15 e 20 kgs, no mesmo ambiente, em temperaturas, muitas vezes, superiores a 40 e 50 graus, com sol direto.

 

A Autoridade para as Condições do Trabalho condenou a Fernando Couto Cortiças por assédio moral. Contudo, a empresa não só anunciou que iria recorrer da decisão como “suspendeu preventivamente” a trabalhadora e interpôs contra a mesma um processo disciplinar, alegando que a trabalhadora está a difamar a empresa.

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