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Greve nos Centros de Saúde do Algarve esta quinta e sexta-feira

Começou esta quinta-feira o primeiro de dois dias de greve nos centros de saúde do Algarve. Marcada pelo Sindicato dos Enfermeiros e Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas, esta greve reivindica mais contratações e que ARS do Algarve corrija procedimentos errados para com os trabalhadores.
Enfermeiros em luta pela aplicação das 35 horas às USF B.
Enfermeiros em luta pela aplicação das 35 horas às USF B. Foto SEF.

A greve nos centros de saúde do Algarve foi convocada conjuntamente pelo SEP, Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, e pelo STFPSSRA, Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas desta Sul e Regiões Autónomas.

Entre as exigências dos enfermeiros conta-se a abertura de concurso para admissão de 150 enfermeiros; a contabilização correta de pontos para efeitos de progressão, que dizem estar a ser feita “de forma errada” pela Administração Regional prejudicando-os; o pagamento “de mais de 1000 horas e mais de 10 mil euros de trabalho extraordinário aos enfermeiros da Unidade de Desabituação do Algarve/DICAD”, que garantem estar em atraso desde 2016; o fim da “imposição” das 40 horas semanais e da “chantagem de não pagamento de incentivos financeiros nas USF modelo B”.

Entre as reivindicações do STFPSSRA encontra-se também a contratação de mais pessoal, através da revisão dos mapas de pessoal que devem ser “atualizados para as necessidades reais de cada serviço/unidade”; a aplicação da contagem de tempo aos trabalhadores que foram integrados através do PREVPAP; a correta aplicação da processo de avaliação desempenho. Tal como os enfermeiros, são também contra a Contra a imposição das 40 horas semanais para as UFS modelo B.

Esta quinta-feira Nuno Manjua, dirigente do SEP, explicou à TVI que “o Algarve continua a ser a região do país com maior carência crónica de enfermeiros” e que “existem enfermeiros que não progridem desde 2002 e 2005”, o que justifica o seu descontentamento.

O dirigente sindical acusou ainda a ARS de falta de vontade de dialogar. Por isso, “todos os constrangimentos que surgirem são da total da responsabilidade” deste organismo.

Para o segundo dia de greve, os trabalhadores marcaram uma concentração à porta da Administração Regional de Saúde do Algarve às onze horas.

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