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Greve no call center da EDP em Seia com 95% de adesão

Os trabalhadores do Centro de Contacto da EDP, ao serviço da ManpowerGroup Solutions em Seia, exigem aumentos salariais e melhores condições de trabalho.
Piquete de greve
Foto Comissão Sindical Site-Cn ManpowerGroup/Facebook

A adesão à greve desta quinta-feira ronda os 95% de adesão no centro de contacto da EDP em Seia, que conta com 600 trabalhadores ao serviço da ManpowerGroup Solutions.

“Só estão a funcionar os serviços mínimos”, disse à Lusa José Paixão, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente - Centro Norte (SITE-CN).

No último plenário, realizado na segunda-feira, os trabalhadores exigiram um aumento salarial de 25 euros para todos, "ao contrário daquilo que a empresa aplicou, em que, para os dois primeiros escalões, deu um aumento de 20 euros”, acrescentou o dirigente sindical.

“Ou seja, estamos a falar do aumento do salário mínimo nacional, tendo em atenção que no primeiro escalão o salário que está agora em prática é de 600 euros e o segundo escalão é de 603 euros”, prosseguiu José Paixão. A tabela prossegue com 605 euros para o terceiro escalão, 610 euros para o quarto escalão, 637 euros para o quinto escalão “e, para o último escalão, para trabalhadores com mais de oito anos de casa, de 642 euros”, refere ainda o sindicalista, concluindo tratar-se de “salários miseráveis” numa empresa “que está a fazer um serviço essencial para a EDP”.

Para além do aumento salarial, os trabalhadores reivindicam ainda aumentos do subsídio de refeição e do valor dos prémios de assiduidade, para além de melhores condições de trabalho. 

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