Greve na Ryanair: trabalhadores exigem cumprimento da lei nacional

25 de July 2018 - 12:30

Para além dos 20 voos não realizados no Porto, na manhã desta quarta-feira, foram cancelados 6 voos em Lisboa e 5 em Faro. A greve em questão é feita à escala europeia e está a ser levada a cabo por trabalhadores que exigem a aplicação da lei nacional.

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Desde que a Ryanair recorreu a trabalhadores de outras bases para minimizar o impacto de uma paralisação que durou três dias, em abril, que a companhia aérea tem estado envolvida numa polémica. Aliás, o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil tem vindo a denunciar que a Ryanair substitui ilegalmente grevistas portugueses, recorrendo a trabalhadores de outras bases.
Desde que a Ryanair recorreu a trabalhadores de outras bases para minimizar o impacto de uma paralisação que durou três dias, em abril, que a companhia aérea tem estado envolvida numa polémica. Aliás, o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil tem vindo a denunciar que a Ryanair substitui ilegalmente grevistas portugueses, recorrendo a trabalhadores de outras bases.

Os tripulantes de cabine da transportadora aérea Ryanair cumprem esta quarta e quinta-feira uma greve europeia para exigirem a aplicação da lei nacional, por exemplo no que toca a gozo da licença de parentalidade e garantia de ordenado mínimo. Querem ainda que sejam retirados os processos disciplinares por motivo de baixas médicas ou vendas a bordo dos aviões abaixo das metas definidas pela empresa.

“Neste momento temos cerca de 50% de voos cancelados nas três bases de Portugal continental e neste momento em Ponta Delgada temos a informação de que um voo irá realizar-se”, afirmou à agência Lusa o sindicalista Bruno Fialho, do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC).

O sindicalista afirmou ainda que, na terça-feira, vários tripulantes de cabine portugueses receberam uma carta da empresa com ameaças.

“Ontem [terça-feira] houve a pior das situações ilegais: Foi uma coação sobre os trabalhadores. Foi enviada uma carta ameaçando os mesmos de que se não fossem voar em dias de folga e que batiam nos dias da greve iriam ser despedidos. Isto em Portugal é crime e não sei o que o Governo português pretende fazer sobre todas as provas que já foram apresentadas da conduta que a Ryanair tem com os trabalhadores portugueses”, afirmou.

“Apelamos ao Governo que é quem tem todos os meios possíveis para solucionar e para terminar com estas situações de abuso, como nestes casos. Há uma ameaça de despedimento caso os trabalhadores façam greve e obriga os tripulantes a trabalhar em dias de folga”, informou.

Ler mais: Ryanair intimida trabalhadores e admite cancelar até 600 voos

Desde que a Ryanair recorreu a trabalhadores de outras bases para minimizar o impacto de uma paralisação que durou três dias, em abril, que a companhia aérea tem estado envolvida em polémica. Aliás, o Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil tem vindo a denunciar que a Ryanair substitui ilegalmente grevistas portugueses, recorrendo a trabalhadores de outras bases.

Em Madrid, durante a greve, trabalhadores da Ryanair distribuem garrafas de água aos passageiros que ficaram sem voo e não recebem qualquer apoio da empresa.

Na Holanda, os passageiros mostram-se solidários com os grevistas.

O mesmo acontece na Bélgica.