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Greve na Parques de Sintra Monte da Lua contra anos de congelamento de salário e carreiras

Os trabalhadores da Parques de Sintra Monte da Lua exigem o aumento dos salários e a revisão e a valorização das carreiras, assim como o fim do recurso do trabalho privado.

Os trabalhadores concentraram-se esta segunda-feira em frente ao palácio da Vila de Sintra para assinalar o início de uma greve de dois dias por melhores condições de trabalho.

Isabel Pires, deputada e candidata do Bloco, esteve no local e assinalou a “necessidade de garantir justiça para estes trabalhadores, muitos sem aumentos há quase duas décadas, dignidade nas carreiras e soluções para acabar com a precaridade”, lembrando a necessidade de o Ministério das Finanças desbloquear a situação.

Esta é a primeira greve na empresa, tendo criado fortes perturbações nos parques e palácios do concelho. Segundo a Comissão de Trabalhadores, o funcionamento dos monumentos está a ser assegurado com o mínimo de recursos humanos.

Os trabalhadores reclamam o aumento de salários, que, resultado do estatuto empresarial deste organismo, foi sendo congelado ao longo de quase de duas décadas, bem como revisão e valorização de carreiras e o fim do recurso do trabalho precário, que afeta 160 das 430 pessoas que trabalham para a PSML.

Fundada em 2000, a empresa Monte da Lua gere sete monumentos e outros espaços culturais do concelho de Sintra, tendo recebido cerca de 3,5 milhões de visitantes em 2018. O seu quadro acionista engloba a Câmara de Sintra e várias entidades da administração central.

Segundo fonte do STAL, o impacto orçamental das reivindicações seria de 300 mil euros ao ano, uma quantia modesta quando comparada com as receitas da empresa, que teve, nos últimos 4 anos, um lucro médio de 9,4 milhões por ano.

André Beja, deputado municipal do Bloco de Esquerda de Sintra, esteve presente no protesto esta segunda-feira, afirmando que é “vergonha que um lugar que é património da humanidade e que se orgulha de receber bem os turistas viva tranquilamente com estas condições de trabalho e com a precariedade”.

 

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