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Greve na Monliz e concentração à porta da empresa

A greve teve lugar nesta quarta-feira, com paragem das linhas de embalamento no turno de dia. Trabalhadores e trabalhadoras reivindicam o fim da discriminação salarial e o cumprimento dos horários de laboração contínua. Estrutura concelhia do Bloco solidarizou-se e esteve na concentração.
Concentração de trabalhadores e trabalhadoras da Monliz - Foto da CGTP
Concentração de trabalhadores e trabalhadoras da Monliz - Foto da CGTP

Foi a primeira vez que trabalhadores e trabalhadoras da Monliz fizeram greve, que teve uma adesão de 50%, e realizaram uma concentração à porta da empresa em Alpiarça. A Monliz é uma empresa de produtos alimentares do grupo Ardo dedicada à congelação de frutos e produtos hortícolas.

A estrutura concelhia do Bloco esteve presente na concentração e manifestou a sua solidariedade com a paralisação. Na sua intervenção saudou a coragem de trabalhadores e trabalhadoras, “que após a marcação da greve foram alvos de vários tipos de chantagens e manobras divisionistas com intuito de sabotar a adesão à greve”.

Em comunicado, o Bloco local sublinha que “a precariedade , o incumprimento de folgas, as escalas impeditivas de uma vida familiar saudável e os baixos salários em linha com o salário mínimo, são algumas dos motivos mais fortes para esta luta de quem ali trabalha”.

“A luta da Monliz é mais um grito de alerta para a premência de aumentar salários e alterar as leis laborais”, salienta o Bloco, criticando o Governo que “tem centrado a sua ação na protecção dos grupos económicos e do patronato”.

Segundo o sindicato, trabalhadoras e trabalhadores reivindicam também a negociação do contrato coletivo de trabalho para a indústria do frio, o cumprimento dos horários de laboração contínua, nomeadamente dois dias de folga consecutivos e um fim de semana por mês e a negociação do caderno reivindicativo para 2022, que contém atualizações salariais e também no subsídio de turno e no subsídio de alimentação.

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