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Greve na Groundforce levou ao cancelamento de 650 voos em dois dias

A greve na Groundforce teve uma grande adesão durante os dois dias e poderá repetir-se a 31 de julho, 1 e 2 de agosto. Trabalhadores lutam pelo pagamento pontual dos salários. Catarina Martins afirmou que “os trabalhadores têm toda a razão” e considerou “situação insustentável”.
Greve na Groundforce provocou cancelamentos de voos e grandes filas de pessoas no Aeroporto de Lisboa, 17 de julho de 2021 – Foto de José Sena Goulão
Greve na Groundforce provocou cancelamentos de voos e grandes filas de pessoas no Aeroporto de Lisboa, 17 de julho de 2021 – Foto de José Sena Goulão

A greve dos trabalhadores da SPdH (Groundforce) levou ao cancelamento de 650 voos em dois dias nos diferentes aeroportos nacionais. No segundo dia de greve, domingo 18 de julho, foram cancelados 377 voos, sendo 321 emLisboa, 37 no Porto, 7 em Faro e 12 na Madeira e Porto Santo, segundo a RTP. No aeroporto de Lisboa, estava prevista a realização de 555 voos, dos quais não foram feitos 321 (cerca de 58%), segundo nota da ANA – Aeroportos de Portugal, citada pela Lusa.

A greve foi convocada pelo Sindicato dos Técnicos de Handling de Aeroportos (STHA) e aprovada por 98% dos trabalhadores. O sindicato explica que a greve foi marcada, pois desde fevereiro de 2021 a SPdH (Groundforce) “vive uma situação de instabilidade insustentável, no que concerne ao pagamento pontual dos salários e outras componentes pecuniárias”.

Novas greves de 24 horas estão convocadas para os dias 31 de julho e 1 e 2 de agosto e decorre uma greve ao trabalho extraordinário, desde as zero horas de 17 de julho às 24h do dia 31 de outubro de 2021. A paralisação abrange os trabalhadores da SpdH (Groundforce) de Lisboa, Porto, Faro, Funchal e Porto Santo.

Situação insustentável”

Questionada pelos jornalistas no sábado passado sobre a greve na Groundforce, a coordenadora do Bloco de Esquerda afirmou que “os trabalhadores têm toda a razão” porque “não podemos dizer que são essenciais e depois não lhes pagar salários”.

Catarina Martins considerou ainda que se trata de uma “situação insustentável” que é “um dos exemplos do desastre que é para o país privatizar um setor estratégico, oferecê-lo, como foi o caso da Groundforce, e depois ficar nas mãos de empresários sem escrúpulos num momento tão complicado da nossa vida”. O dono privado da Groundforce é “um obstáculo a qualquer solução que é feita”, frisou Catarina Martins.

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