A luta foi convocada pelo CENA-STE - Sindicato dos Trabalhadores do Espectáculo, do Audiovisual e dos Músicos, estando marcadas greves dos trabalhadores do Teatro Nacional de São Carlos (TNSC) e da Companhia Nacional de Bailado (CNB) às apresentações da ópera “La Bohème”, sexta-feira e sábado, na próxima terça-feira e a 14 de junho, no Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa. Convocadas greves também para o bailado “Dom Quixote”, entre 11 e 13 de julho, no Teatro Rivoli, no Porto, e aos espectáculos incluídos no Festival ao Largo, que decorre habitualmente em julho, em Lisboa.
À Lusa, Irina Oliveira do CENA-STE disse esta sexta-feira que os trabalhadores do TNSC e da CNB tinham decidido em plenário manter a greve.
“Apesar de os trabalhadores estarem cientes de que houve uma aproximação às exigências por parte do conselho de administração do Organismo de Produção Artística [OPART, que gere as duas estruturas], tem de haver um compromisso por parte do Ministério das Finanças”, explicou.
Há um mês, os trabalhadores do TNSC e da CNB foram informados de que as matérias relacionadas com salários só entrarão em vigor em 2020. “Fomos informados de que a harmonização salarial entre técnicos do TNSC e da CNB, assim como outras matérias com influência financeira, só poderão entrar em vigor em 2020”, divulgou na altura o CENA-STE.
Irina Oliveira sublinhou esta sexta-feira à Lusa que, “por muito que o conselho de administração de comprometa, se não houver uma certeza de que o Ministério das Finanças dá autorização, fica tudo na mesma”.
Em março passado, os trabalhadores suspenderam uma greve, depois de uma reunião com o Conselho de administração da OPART, em que este satisfazia as reivindicações e a harmonização salarial teria início este mês, o que afinal não se verifica e o ministério das Finanças, mais uma vez não assume o compromisso.
Segundo o “Expresso” deste sábado, no conflito está em causa uma verba de cerca de 50 mil euros, não desbloqueada mas já prevista, e os prejuízos com o cancelamento do espetáculo desta sexta-feira custaram “60 mil euros”, segundo uma fonte próxima da administração.