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Greve Geral na Grécia

Decorreu nesta quinta-feira uma Greve Geral na Grécia, pela primeira vez desde as últimas eleições de setembro passado. Dezenas de milhares de pessoas manifestaram-se nas ruas em Atenas e outras cidades gregas contra o terceiro memorando. A ação foi convocada pelas centrais sindicais GSEE e ADEDY e contou com o apoio do Syriza.
Manifestação desta quinta-feira, 12 de novembro de 2015, em ATenas - Foto de left.gr

A greve geral mostra o descontentamento do povo grego com o memorando imposto pela troika. A jornada de luta levou à rua centenas de milhares de pessoas, que protestaram em todo o país. A ação teve grande adesão em todos os setores. Os jornalistas também aderiram ao protesto, só noticiando a cobertura da jornada de luta.

As centrais sindicais ADEDY e GSEE, que representam trabalhadores do setor público e privado, convocaram o protesto contra “as políticas punitivas da austeridade” e em particular contra as medidas no sistema previstas para a Segurança Social por parte do governo Syriza/ANEL. A central sindical PAME, próxima do KKE, também organizou uma manifestação em Atenas.

Para além das escolas, hospitais e restantes serviços públicos, também os autocarros, barcos, comboios e metro e aviões pararam nesta quinta-feira. Os sindicatos representantes de farmacêuticos, médicos, professores, bancários, também aderiram à greve geral.

O Departamento de políticas laborais do Syriza também apelou à participação na greve geral contra “as políticas antipopulares” que estão a ser implementadas pelo seu governo. O organismo partidário diz que no momento atual das negociações, a mobilização dos trabalhadores assume particular importância contra a chantagem exercida sobre o país.

Em Atenas, verificou-se confrontos entre a polícia e estudantes mascarados que lançaram cocktails molotov contra o edifício do parlamento.

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