Greve dos transportes

27 de April 2010 - 12:04

Os comboios estão quase totalmente paralisados em todo o país, à excepção do comboio da ponte 25 de Abril. Os transportes por barco no Tejo também pararam totalmente, no período marcado para a paralisação. A greve afecta ainda autocarros da Carris e de outras transportadoras.

PARTILHAR

A greve desta Terça feira, 27 de Abril, abrange os trabalhadores da CP, CP Carga, Refer, Transtejo, EMEF, Metro de Mirandela, Carris, STCP, Transportes Sul do Tejo, a Rodoviária da Beira Litoral, e a Rodoviária D´Entre o Douro e Minho. Ficaram fora da paralisação os trabalhadores dos metros de Lisboa e do Porto.

Os trabalhadores do sector contestam o congelamento dos salários, o bloqueamento da contratação colectiva e a intenção do Governo de privatizar linhas da CP, a CP Carga e a Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF).

Na CP só as composições internacionais não foram afectadas. A empresa mandou mesmo encerrar diversas estações por segurança, como a do Cais do Sodré em Lisboa, a de Oeiras e a de Cascais. Entre as 0 e as 6 horas a manhã, nas linhas de Sintra, Cascais e do Sado, apenas uma composição funcionou, em cada uma delas.

Na Transtejo a greve paralisou os barcos até às 9.10 de hoje e será retomada entre as 16.45 e as 20.10 horas.

Em declarações à Lusa, O coordenador do Sindicato Nacional dos Motoristas (SNM), Manuel Oliveira, estimou que a greve se situe em cerca de 40%, prevendo que aumente ao longo do dia. Manuel Oliveira denunciou que "há motoristas que estão a fazer dois serviços num único dia", ou seja 16 horas, sem que os tempos de descanso sejam respeitados, colocando em causa a segurança de pessoas e bens.