Há 33 anos que não havia uma ação conjunta dos sindicatos deste setor. Em comunicado conjunto, os sete sindicatos afirmam o êxito do protesto e dizem que foi “mais um dia histórico para os bancários”.
Os sindicatos dizem que a elevada adesão à greve “demonstra objetivamente a justiça das reivindicações dos bancários e que os trabalhadores do Banco Santander e BCP se identificam com os motivos que conduziram à convocação da greve pelos Sindicatos”.
No comunicado, é exigido o “fim imediato dos processos de despedimento coletivo em curso no Banco Santander e BCP”, considerados injustos, injustificados e sem fundamento.
É também exigido “o fim do clima de instabilidade, insegurança e pressão, visando que os trabalhadores aceitem condições de revogação do contrato de trabalho que não desejam e que colocam em causa a própria sustentabilidade financeira dos trabalhadores e seus agregados familiares”.
Os sindicatos afirmam ainda que se as administrações dos dois bancos não retirarem “as devidas ilações”, os bancários e seus sindicatos tomarão novas medidas.
O comunicado conjunto é subscrito pelos sindicatos: Independente da Banca (SIB), Bancários do Centro (SBC), Trabalhadores da Atividade Financeira (SinTAF), Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB), Mais - Sindicato do Setor Financeiro, Bancários do Norte (SBN) e ainda o dos Trabalhadores das Empresas do Grupo CGD (STEC), em solidariedade.
No primeiro semestre de 2021, o Millennium BCP teve lucros de 12,3 milhões de euros e o Santander Totta 81,4 milhões de euros.
“Esta operação só é possível com a atual lei dos despedimentos”
O deputado bloquista José Soeiro assinala no seu post no facebook:
“Esta operação só é possível porque a lei dos despedimentos continua a ser instrumento de chantagem contra quem trabalha. Não são só os cortes que vêm da troika. É também aquela norma miserável (...) que obriga o trabalhador a devolver a compensação se quiser contestar um despedimento ilícito.”