Em luta pela correta contabilização dos pontos que dão acesso à progressão na carreira, os enfermeiros do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental estiveram em greve na manhã de quinta-feira. Em seguida, entregaram à administração uma carta com mais de 600 assinaturas, em forma de presente de Natal, a exigir a “imediata aplicação” das normas e regras relativas ao descongelamento das progressões.
“Neste centro hospitalar a maioria dos enfermeiros não tem os pontos suficientes para progredir e já deveriam ter”, afirmou Isabel Barbosa, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) à agência Lusa. “Estamos a falar de enfermeiros com mais de 20 anos de exercício que, neste momento, não têm condições para progredir, estão na primeira posição remuneratória da carreira e poderão continuar assim nos próximos anos”, acrescentou.
Esta greve tem denunciado a não contabilização correta dos pontos para efeito de progressão na carreira em várias instituições públicas de saúde de Lisboa. Esta sexta-feira há nova greve entre as 8h e as 11h no Hospital de Cascais, seguindo-se no dia 17, segunda-feira, um plenário e concentração às 11h30 no Hospital de Santa Maria. Na terça, dia 18, há novo plenário e concentração às 11h30 no Hospital Fernando Fonseca.
Outras greves, plenários e concentrações estão previstos para hospitais em várias regiões do país que não cumprem as regras para a progressão na carreira dos enfermeiros. Por exemplo, esta sexta-feira há plenário às 11h no Hospital de Macedo de Cavaleiros. Na próxima segunda-feira, 17 de dezembro, há plenários às 14h30 no Hospital de Lamego e no Hospital Padre Américo, em Penafiel. Na terça-feira está marcada greve das 8h às 24h na ARS Centro – ACES Baixo Mondego, Pinhal Interior Norte e DICAD, com concentração em frente à ARS Centro, em Voimbra, às 11h.