You are here

Greve de dois dias na Misericórdia de Vila Nova de Famalicão

Trabalhadoras e trabalhadores da Misericórdia de Vila Nova de Famalicão fazem greve esta quinta e sexta-feira pela reposição de direitos laborais e por condições dignas de trabalho, que se têm agravado desde o início da pandemia.
Trabalhadoras da misericórdia de Vila Nova de Famalicão fazem greve amanhã e depois - Foto da CGTP
Trabalhadoras da misericórdia de Vila Nova de Famalicão fazem greve amanhã e depois - Foto da CGTP

As trabalhadoras e os trabalhadores da Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Famalicão realizarão greve a 27 e 28 de janeiro, de 24 horas em ambos os dias. Na quinta-feira, 27 de janeiro, farão também uma concentração em frente ao lar São João de Deus da Santa Casa da Misericórdia de Famalicão, com inicio às 10h.

Na sexta-feira, 28 de janeiro, desfilarão a partir das 14h30 na rotunda Bernardino Machado, e a terminar com concentração na sede da Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova de Famalicão, onde entregarão uma moção.

Horários regulados e direito ao descanso semanal obrigatório e complementar são reivindicações da paralisação, pois trabalhadoras e trabalhadores queixam-se de horários desregulados, apontando que não permitem a conciliação da vida pessoal e familiar.

Outras reivindicações são o pagamento do trabalho suplementar e a contratação de mais trabalhadores com vínculos efetivos.

O fim do assédio a quem se sindicalizou é outro dos objetivos da paralisação, em defesa da liberdade sindical dentro da instituição, que, segundo o CESP – sindicato dos trabalhadores do comércio, escritórios e serviços de Portugal, tem sido objeto de bloqueio por parte da direcção e em que trabalhadores/as têm sido alvo de pressão e repressão.

O direito ao trabalho em condições dignas de higiene, que permita cuidar dos utentes com brio e zelo, é outra das reivindicações da paralisação.

O CESP salienta que trabalhadoras e trabalhadores estiveram sempre na linha da frente perante a pandemia de COVID-19, abdicando da sua vida pessoal, quando foi preciso dar resposta aos utentes da instituição. Queixam-se ainda de que a direção da Misericórdia não reconhece o seu esforço e profissionalismo e, pelo contrário, agrava os problemas já existentes, não promovendo o diálogo e a paz social.

Termos relacionados Sociedade
(...)