You are here

Greve Climática Global na próxima sexta-feira

Com intensa participação da juventude teve início esta sexta-feira (20) a semana de mobilização global pelo clima, com ações em muitas cidades do mundo e vigílias em Lisboa e no Porto. A 27 terá lugar a Greve Climática Global, siga notícias em https://www.esquerda.net/topics/greve-climatica-estudantil
Manifestação em Varsóvia (Polónia), integrada na ação global pelo clima, 20 de setembro de 2019 - Foto de  Marcin Obara/Epa/Lusa
Manifestação em Varsóvia (Polónia), integrada na ação global pelo clima, 20 de setembro de 2019 - Foto de Marcin Obara/Epa/Lusa

Semana de Mobilização Global pelo Clima

Começou nesta sexta-feira, 20 de setembro, a semana de mobilização global pela Justiça Climática.

Milhões de pessoas, sobretudo jovens, estão a participar nas diversas iniciativas que estão a ter lugar um pouco por todo o mundo. (Mobilização Global pelo Clima – 20/27 de setembro - https://globalclimatestrike.net/ e, em português, https://pt.globalclimatestrike.net/)

Para esta sexta-feira, 20 de setembro, estão previstas manifestações 1.700 manifestações e 5.000 iniciativas, em cerca de 150 países dos vários continentes do mundo.

Em Portugal, estão convocadas para esta sexta-feira uma marcha noturna em Lisboa, a partir das 21h no Largo do Príncipe Real e desfile até à Assembleia da República e vigília no final, e, no Porto, também uma vigília, em frente à Câmara Municipal, das 21h de hoje às 8h de amanhã, sábado.

CineClima

Para esta semana de ação pelo clima foi lançada em Portugal a iniciativa CineClima (ver aqui), com a realização de mais de 40 sessões de cinema e debates por todo o país, entre 20 e 26 de setembro. O CineClima tem uma programação que pode ser consultada aqui, tem como objetivo “alertar para a crise climática e apontar caminhos de ação” e define-se como: 100% sobre clima e direitos humanos; 100% gratuito; 100% voluntário; 100% descentralizado; 100% político e apartidário; 100% respeitador dos direitos de autor. A iniciativa é promovida pela 2 degrees artivism com mais de 30 organizações nacionais e internacionais, entre as quais a Amnistia Internacional, Climate Save Portugal, Climáximo, Extinction Rebellion, Greve Climática Estudantil, Rede 8 de Março, ZERO e Universidade Lusófona.

Greve Climática Global de 27 de setembro

Para o dia 27 de setembro, a próxima sexta-feira, estão convocadas a nível global, manifestações e outras iniciativas em mais de 150 países. Ver notícias em https://globalclimatestrike.net/

Para Portugal estão já convocadas ações em 25 localidades:

Greve Climática - Ações 27 setembro

Segundo o portal Salvar o Clima, estão criados eventos de facebook para estas ações da greve climática de 27 de setembro:

Manifesto da Greve Climática de 27 de setembro

Para este dia de ação global, as organizações envolvidas na luta pela Justiça Climática em Portugal apresentam um manifesto.

Nesse documento, começam por apontar “em contra-relógio, avançamos de forma decidida para ganhar um futuro” e salientam que na próxima década é preciso “cortar 50% das emissões de gases com efeito de estufa até 2030”, alertando que não o fazer é “fechar os olhos à injustiça climática” e sinalizando que “quem menos contribui para as alterações climáticas é quem que mais sofre com as suas consequências”.

Para a Greve Global Climática em Portugal estabelecem como objetivo “uma transição justa que garanta a neutralidade de carbono em Portugal até ao ano de 2030”, indicando, nomeadamente as seguintes:

– Encerrar as centrais termoeléctricas de Sines e do Pego já na próxima legislatura e preparar o encerramento das centrais de ciclo combinado antes de 2030;

– Acabar com as concessões petrolíferas e de gás ainda existentes em Portugal e revogar a legislação que permite o lançamento de novas concessões de petróleo e gás no país;

– Proibir a importação de gás natural obtido por fracturação hidráulica e travar qualquer expansão do sistema de recepção, armazenamento e transportes de gás natural (incluindo o sistema de transporte por gasodutos previsto);

– Cancelar quaisquer grandes projectos que acarretem um garantido aumento de emissões de gases com efeito de estufa, nomeadamente expansões portuárias e aeroportuárias;

– Criar um sector público que lidere o processo de produção de energia, uma produção abrangente para toda a população, a partir de fontes renováveis, nomeadamente solar e eólica, com investimento público e serviço público, desde a transformação de materiais até à instalação das turbinas e dos painéis;

– Implementar um verdadeiro plano de eficiência energética, começando nos edifícios públicos, mas atravessando todos os sectores da sociedade, potenciando poupanças de até 30% em alguns sectores já a curto prazo, exigindo-se ainda a descontaminação dos edifícios públicos ou de utilização pública ainda equipados com estruturas de amianto ou outras substâncias cancerígenas;

– Electrificar o sistema de transportes nacional, começando pelos transportes públicos, realizando os investimentos necessários à promoção dos transportes elétricos, nomeadamente, comboios e elétricos de superfícies, em detrimento dos transportes aéreos, altamente poluentes, acabando com os onerosos subsídios de que esta indústria beneficia;

– Expandir a rede de transportes públicos nas principais cidades e ligações entre as mesmas, com particular relevância para a integral renovação da ferrovia nacional no contexto da mobilidade internacional e requalificar as partes da mesma que estão hoje desactivadas, introduzindo a gratuitidade dos transportes públicos durante a próxima legislatura;

– Criar um plano nacional florestal e agrícola apontado para a agro-ecologia (...);

– Assegurar um acesso equitativo a água potável e a alimentos, prevenindo uma verdadeira crise migratória, pela sua falta, nas próximas décadas.

O manifesto realça que para concretizar estas exigências é necessário “um nível de mobilização sem precedentes na sociedade mundial”. Indicam também a urgência de atuar de acordo com o estado de emergência climática e defendem que é preciso “criar um sector público e cooperativo” para cuidar da tranformação da economia e da sociedade.

Termos relacionados Greve climática estudantil, Ambiente
(...)