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Greve climática estudantil com marchas em 119 países

O protesto está convocado para dezenas de cidades portuguesas. Diretores dizem que os pais podem justificar as faltas. Jovens defendem a proibição da exploração de combustíveis fósseis em Portugal.
Foto de Paula Nunes.

Ao todo são mais de 1600 cidades em 119 países que se juntarão esta sexta-feira em nome da justiça climática e por medidas de urgência para travar as alterações climáticas no mundo. Em Portugal, os organizadores têm conhecimento de 51 localidades a promoverem iniciativas ligadas a este protesto.

A causa é global, mas as reivindicações junto dos respetivos governos são bem concretas. Em Portugal, os estudantes exigem a proibição da exploração dos combustíveis fósseis e o cancelamento de todas as concessões existentes, “incluindo os contratos em Batalha e Pombal e o projeto do gasoduto de Guarda até Bragança”. Defendem também o encerramento das centrais termoelétricas a carvão de Sines e do Pego, “com a requalificação dos trabalhadores para empregos para o clima”, e o investimento em força nas energias renováveis, “em particular na solar”, para assegurar que até 2030 Portugal seja abastecido por energia 100% renovável.

A meta da neutralidade carbónica até 2030 e o melhoramento da rede de transportes públicos, com destaque para a ferrovia, são outras reivindicações do movimento, a par da redução da agricultura intensiva no nosso país.

A segunda greve climática estudantil em Portugal tem por objetivo mobilizar mais estudantes do que a que teve lugar a 15 de março. E quer ir mais longe, com a ajuda de sindicatos e associações, para convocar uma greve geral climática no próximo dia 27 de setembro.

A questão da justificação ou não das faltas aos estudantes que adiram a esta greve foi tema de debate nos últimos dias. Ao jornal Público, o o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), Manuel Pereira, afirmou que a maioria das direções escolares irá seguir uma regra muito simples: desde que os pais aprovem, os jovens que participem nas manifestações convocadas para esta sexta-feira não terão falta.

Termos relacionados Greve climática estudantil, Ambiente
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