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Greta Thunberg discursou no parlamento francês e foi atacada pela extrema-direita

A ativista sueca foi convidada por deputados franceses a intervir no parlamento e foi duramente atacada pela direita e pela extrema-direita. Greta respondeu aos deputados que não eram obrigados a ouvi-la, “mas devem ouvir a ciência”.
Greta Thunberg interveio na Assembleia Nacional de França em 23 de julho de 2019 - Foto de Ian Langsdon/Epa/Lusa
Greta Thunberg interveio na Assembleia Nacional de França em 23 de julho de 2019 - Foto de Ian Langsdon/Epa/Lusa

Um grupo de deputados franceses convidou a ativista climática Greta Thunberg a discursar no parlamento de Paris, o que aconteceu esta terça-feira.

Deputados da direita e da extrema-direita recusaram-se a estar presentes na sessão onde intervinha Greta Thunberg numa sala da Assembleia Nacional de França e atacaram-na duramente. Por exemplo, o deputado Julien Aubert do partido de direita “Os Republicanos” escreveu no seu twitter “não contem comigo para aplaudir uma profetisa de calções, “prémio Nobel do medo”.

O eurodeputado do partido de extrema-direita Frente Nacional Jordan Bardella, em declarações à France 2, lembrou que Greta Thunberg apela à greve às aulas, à sexta-feira, e que a sua intervenção representava uma “nova forma de totalitarismo”, usando a “ditadura da emoção”.

Greta Thunberg não recuou, interveio no parlamento francês, criticou os governos no combate às alterações climáticas e respondeu à extrema-direita:

“Alguns decidiram não vir, alguns optaram por não nos ouvir. Muito bem. Mas terão de ouvir a ciência. É tudo o que pedimos, que nos unamos em torno da ciência”.

O parlamento português também já decidiu convidar Greta Thunberg a intervir na Assembleia da República.

Termos relacionados Greve climática estudantil, Ambiente
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