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Greta Thunberg aceitou ir ao Parlamento português

A jovem ativista ambientalista está em viagem de veleiro de regresso à Europa para participar na Cimeira das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas que se realizará em Madrid, e fará uma paragem em Lisboa para ir à Assembleia da República. À margem da COP 25, dezenas de associação organizam uma contra-cimeira.
Greta Thunberg de viagem para a COP25 com passagem pelo Parlamento português. Novembro de 2018.
Greta Thunberg de viagem para a COP25 com passagem pelo Parlamento português. Novembro de 2018. Foto: twitter.

A data depende ainda dos bons ventos mas a confirmação já chegou. Greta Thunberg vai participar numa sessão na Assembleia da República entre o fim do mês de novembro e o início de dezembro.

O convite tinha-lhe sido endereçado pelo presidente da comissão parlamentar de Ambiente, Energia e Ordenamento do Território, o bloquista José Maria Cardoso, que foi o autor da ideia aprovada por unanimidade. Depois, Ferro Rodrigues também concordou com o convite e a resposta chegou cerca de uma semana depois.

A data é incerta porque a jovem ativista ambientalista viaja de veleiro no seu regresso à Europa onde participará na COP 25, a Cimeira das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas que se realizará em Madrid, depois de ter sido cancelada no Chile devido ao clima de revolta popular que se vive nesse país.

Um convite para passar pelo nosso país tinha também sido feito pelos ativistas da Greve Climática Estudantil. Nas suas redes sociais, a organização “ alegra-se em poder ter a presença, em Portugal, de quem inspirou este movimento sentada à frente do parlamento do seu país, demonstrando que cada pessoa pode ser um motor de mudança”. Destacando ainda que Greta Thunberg “convenceu muitas outras” pessoas a “porem-se em pé e, desde então, nunca mais nos voltámos a sentar.”

Para além da COP 25: os povos pelo clima

Para do programa oficial da cimeira do ambiente, o ativismo também se está a organizar para marcar presença na COP 25. A Cimeira Social pelo Clima vai decorrer paralelamente ao evento principal, entre seis e treze de dezembro em Madrid.

O apelo assinado por várias dezenas de organizações e intitulado “Para além da COP25: os povos pelo clima”, vinca a solidariedade com “quem mais sofre, com as pessoas trabalhadoras e as comunidades que estão na primeira linha de resistência em todos os continentes” e é um “chamamento” a “rebelar-se face a um sistema capitalista opressor que expulsa cada vez mais pessoas – muitas das quais se veem obrigadas a migrar dos seus territórios e esgota de forma crescente as bases que sustêm a vida”.

Querem assim “tecer rede e construir comunidade face a uma crise climática que é apenas o sintoma mais visível de um sistema profundamente injusto”.

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