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Governo vai gastar até 21 milhões em mísseis norte-americanos

Para além dos mísseis para equipar os caças F-16, no mesmo dia, foram autorizadas outras despesas militares que custarão até mais 15 milhões de euros para sistemas de radar para os mesmos aviões, para armas anticarro e sistemas aéreos não tripulados. As armas serão compradas através dos EUA e da Nato.
Míssil AIM 9l. Imagem: David Monniaux/Wikimedia Commons.
Míssil AIM 9l. Imagem: David Monniaux/Wikimedia Commons.

Foi publicado esta sexta-feira em Diário da República um despacho do Ministério da Defesa Nacional que autoriza uma despesa até 21 milhões de euros nos próximos sete anos para comprar mísseis AIM-9X “junto do governo dos Estados Unidos da América”.

Este despacho, datado de 23 de setembro e assinado pela ministra da Defesa, Helena Carreiras, determina que a compra será financiada “através das verbas inscritas na Lei de Programação Militar – Força Aérea, para 2022 na Capacidade “Luta Aérea Ofensiva e Defensiva”, e para 2025 a 2029, na Capacidade “Reservas de Guerra”.” Para este ano, o teto máximo desta despesa será de nove milhões de euros.

O documento, citado pelo Diário de Notícias, justifica ser “essencial” a compra “no âmbito do programa de aquisição de capacidades operacionais para o sistema de armas F-16 MLU”. Os aviões de combate F-16, dos fabricantes de armas norte-americanos General Dynamics e Lockheed Martin, da Força Aérea Portuguesa estão integrados num programa denominado Mid Life Update que, de acordo com as estruturas militares nacionais, “tem por objetivo manter este sistema de armas atualizado para a operação em qualquer teatro de operação internacional através do regular melhoramento das suas capacidades, num esforço repartido por vários países europeus e os Estados Unidos da América”. A frase refere-se, nomeadamente, à Bélgica, Dinamarca, Holanda, Noruega e Portugal.

No mesmo dia mais três despachos autorizam um aumento da despesa militar em até 15 milhões de euros. Dois milhões e quatrocentos mil para “aquisição de sistemas de guerra eletrónica”, ou seja para quatro sistemas de radar 'Warning Receiver SPS-45(V)5', para os mesmos caças de combate F-16; o máximo de dez milhões, a gastar até 2027, para armas anticarro para o Exército português, comprados através da agência da Nato NSPA, NATO Support and Procurement Agency (NSPA)'; e, através também desta, o máximo de dois milhões e seiscentos mil euros, a serem gastos até 2025 para a compra de sistemas aéreos não tripulados também para o Exército. Estas últimas duas compras são justificadas como forma de contribuir “para o cumprimento dos requisitos definidos pela Organização Tratado do Atlântico Norte (NATO)”.

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