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Governo vai concessionar transportes públicos a privados até junho

A pressão dos credores sobre Portugal aumenta com a 10ª avaliação da troika. A comissão europeia diz que as concessões de transportes públicos urbanos de passageiros a privados estão atrasadas e que têm de ser feitas até ao fim do primeiro semestre. O governo PSD/CDS-PP irá lançar cinco concessões até junho.
A comissão europeia diz que as concessões de transportes públicos urbanos de passageiros a privados estão atrasadas e que têm de ser feitas até ao fim do primeiro semestre. O governo PSD/CDS-PP irá lançar cinco concessões até junho - Foto de Paulete Matos

Segundo o site do jornal”Expresso”, o documento da comissão europeia (CE) refere explicitamente que "as reformas no sector dos transportes têm evoluído a um ritmo mais lento do que seria previsto" e que o governo se prepara para fazer cinco concessões a privados de transportes públicos urbanos de passageiros.

Segundo o jornal, a comissão europeia pretende também alterações na atividade portuária em Portugal “urgentemente”. Pode vislumbrar-se nas referências da CE, novos ataques aos direitos dos trabalhadores portuários e novas privatizações. A CE refere mesmo que o governo PSD/CDS-PP apresentou um plano de ação para os portos com modelos de concessão, mas que o plano não foi divulgado publicamente.

A CE refere ainda que a situação da REFER "é motivo de preocupação devido ao seu elevado endividamento, que continua a aumentar" e que "continua a faltar uma estratégia de longo prazo no setor dos transportes".

Por outro lado, o FMI já tinha pressionado, no seu relatório, para a aceleração da privatização da CP-Carga e da TAP.

Financial Times repete que salários devem baixar

Depois do FMI ter dito que os salários devem baixar em Portugal, a CE anunciou que pretende que os salários continuem a desvalorizar durante os próximos 10 anos. Nesta segunda-feira, é o jornal “Financial Times” que vem repetir a “receita”.

O jornal aponta o que entende serem cinco “riscos” para o sucesso do resgate de Portugal, copiando questões levantadas pelo FMI. De entre essas cinco questões (ver notícia no “Diário Económico”), o primeiro é o ataque aos salários, medida que não é assumida como uma exigência dos credores para aumentarem os lucros da banca e das grandes empresas, mas como supostamente essenciais para corrigir “desequilíbrios externos”.

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