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Governo israelita leiloa salas de aula doadas pela UE a crianças palestinianas

Em outubro do ano passado, Israel confiscou as salas de aulas pré-fabricadas de 49 alunos palestinianos, entre o primeiro e o sexto ano de escolaridade, em Ibziq, na Cisjordânia. Esta segunda e terça-feira as estruturas, financiadas pela União Europeia, serão leiloadas.
Israel continua a demolir infraestruturas e a confiscar bens impunemente nos territórios ocupados.
Israel continua a demolir infraestruturas e a confiscar bens impunemente nos territórios ocupados.

Na lista de bens a serem leiloados pela Administração Civil do Ministério da Defesa de Israel, que gere a ocupação na Cisjordânia, constam datas, números de itens, localizações e descrições que correspondem às estruturas das salas de aula confiscadas.

De acordo com a organização não-governamental israelita B’Tselem, o leilão vai acontecer na segunda-feira e na terça-feira, 3 e 4 de junho. Um anúncio sobre o leilão já foi publicado no jornal israelita Maariv.

“Sempre houve rumores de que a ajuda internacional confiscada (por Israel) era vendida em leilões”, avançou Sarit Michaeli, porta-voz da B’Tselem, sublinhando que ainda não tinha sido possível comprovar essa informação, “até este caso, no qual há provas de que as estruturas das salas de aula da escola derrubada são exatamente as mesmas que serão leiloadas na semana que vem”.

Aquando da apreensão das salas pré-fabricadas, por parte das autoridades israelitas, a missão da UE em Jerusalém e Ramallah condenou o ato, exortando o Governo de Israel a reconstruir as estruturas exatamente no mesmo local e "sem demoras".

"Todas as crianças têm o direito de ter acesso à educação e os Estados têm a obrigação de proteger, respeitar e garantir esse direito, assegurando que as escolas são espaços invioláveis e seguros para as crianças", lê-se num comunicado da instituição.

"A UE apela às autoridades israelitas para que parem as demolições e de confiscar casas e propriedades palestinianas, em conformidade com as suas obrigações enquanto potência ocupante, ao abrigo da lei humanitária internacional", acrescenta.

Certo é que estas crianças palestinianas continuam sem a sua escola, e que Israel continua a demolir infraestruturas e a confiscar bens impunemente nos territórios ocupados.  

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