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“Governo deve dizer já que não estará disponível” para prosseguir a PPP do hospital de Vila Franca

A confirmação de que o hospital PPP de Vila Franca de Xira internou centenas de utentes em refeitórios, corredores e casas de banho levou o Bloco a pedir a audição urgente da ministra e da Entidade Reguladora da Saúde.
Moisés Ferreira.
Moisés Ferreira. Foto Paula Nunes.

O resultado da inspeção da Entidade Reguladora da Saúde (ERS) ao hospital de Vila Franca de Xira, administrado em regime de Parceira Público-Privada pelo grupo Mello Saúde, levou o Bloco de Esquerda a pedir a audição urgente da ministra Marta Temido e dos responsáveis da ERS.

“Perante toda esta inaceitável situação, e uma vez que o Ministério da Saúde tem até sexta-feira para comunicar à entidade gestora se pretende a renovação do contrato que termina a 31 de maio de 2021, o Bloco de Esquerda considera que o Governo deve dizer já que não estará disponível para nenhum tipo de prorrogação, renovação ou lançamento de concurso para novas PPP em Vila Franca de Xira”, afirma o deputado Moisés Ferreira no requerimento entregue na Comissão parlamentar de Saúde.

A inspeção da ERS concluiu que durante quatro anos aquela administração hospitalar colocou centenas de utentes sem lugar na enfermaria em espaços não adequados para o internamento, como em zonas de refeitórios, corredores e até casas de banho.

Para o Bloco de Esquerda, “este é mais um caso que se junta a outros recentemente conhecidos (como o da manipulação de indicadores, falseamento de triagens e falsificação de fichas clínicas na PPP de Cascais ou a acumulação de cargos em clara promiscuidade público-privado na PPP de Loures) que mostram que a gestão do SNS não deve ser entregue a quem coloca em primeiro lugar o interesse dos acionistas”.

 

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