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"Governo dá borlas fiscais a quem foge para a Holanda"

Catarina Martins confrontou Passos Coelho com o "novo imposto" sobre beneficiários da ADSE, contrastando com os benefícios fiscais milionários dados ao grupo proprietário do Pingo Doce.
Intervenção de Catarina Martins no debate quinzenal com o primeiro-ministro

No debate quinzenal com o primeiro-ministro, Catarina Martins trouxe à discussão o tema do aumento da contribuição para a ADSE. "A ministra das Finanças disse que a ADSE ia ter saldo positivo. Isso significa que o aumento da contribuição para a ADSE é um novo imposto sobre o trabalho", defendeu a coordenadora do Bloco. 

Na resposta, Passos Coelho argumentou que a ADSE é um seguro de saúde e que o memorando assinado com a troika impõe o seu autofinanciamento até 2016. Catarina Martins respondeu dizendo ao primeiro-ministro que a ADSE "não é um seguro de saúde", antes um sistema de saúde criado para compensar "baixos salários da função pública".

"Quem trabalha e quem vive do seu trabalho paga mais e mais impostos", resumiu Catarina Martins, mostrando o contraste com os benefícios fiscais dados aos grande grupos económicos. "O Pingo Doce mudou-se para a Holanda para pagar menos impostos. Mas não contente com a fuga para a Holanda, o Governo decidiu premiar a Soares dos Santos SGPS com mais um brinde de 85 milhões" em benefícios fiscais no ano passado, relembrou a deputada. 

"Isso é mais do dobro do benefício fiscal para a criação de emprego, mais de cinco vezes os benefícios para a interioridade. Onde é que está a política para a coesão competitividade e emprego com benefícios fiscais que são borlas a quem foge para a Holanda?", questionou Catarina Martins. 

A coordenadora do Bloco também contestou a propaganda do Governo sobre os números do emprego, acusando Passos Coelho de só ser "capaz de criar subemprego com estágios de 2 horas semanais".

Fazendo um balanço do ajustamento do memorando da troika, Catarina Martins mostrou como a destruição da economia superou em muito o ajustamento pretendido e questionou Passos: "como é que aquilo que foi fracasso em 2012 pode ser sucesso em 2013?". 

Já no capítulo do debate sobre os fundos estruturais, a coordenadora bloquista afirmou que "o país pergunta, como na nova canção dos Xutos, 'olhe aqui estas feridas abertas, por onde escorreu o nosso dinheiro, por onde se derreteu um futuro inteiro'". 

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