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Governo catalão foi a Estrasburgo saudar a estreia de Puigdemont e Comin

Os dois eurodeputados participam no primeiro plenário do Parlamento Europeu, após a justiça europeia lhes ter dado razão contra o bloqueio espanhol. E lembraram a ausência de Oriol Junqueras, preso em Espanha e impedido de tomar passe.
Puigdemont e Comín com os presidentes do governo e parlamento e outros políticos catalães à porta do edifício do Parlamento Europeu. Foto de Damià Calvet/Twitter

O primeiro plenário do ano em Estrasburgo fica marcado por duas estreias e uma ausência. Os eurodeputados alvos da perseguição da justiça espanhola contra o “procés” catalão foram impedidos de tomar posse logo após as eleições por Madrid e tiveram de esperar até dezembro para verem o Tribunal Europeu de Justiça dar-lhes razão.

Entre as várias centenas de catalães que se deslocaram a Estrasburgo para assistir à entrada de Carles Puigdemont e Toni Comín estava o presidente do governo Quim Torra, também ele alvo de destituição do cargo pela justiça espanhola, por se recusar a retirar uma faixa a reclamar liberdade para os presos políticos catalães, o presidente do parlamento catalão Roger Torrent e deputados do seu partido, o Junts per Catalunya, mas também da ERC e da CUP.

“Hoje a Europa não pode continuar a olhar para o outro lado porque a justiça terá de decidir, o presidente do Parlamento Europeu teve de falar do assunto, a Comissão Europeia teve de pronunciar-se. E portanto, tudo o que faziam antes, que era olhar para o outro lado e dizer que é um assunto interno, não o poderão dizer”, afirmou Carles Puigdemont, acusando a Espanha de não respeitar “as regras do Estado de direito europeu”.

“Foram usados muitos recursos económicos, humanos e técnicos para impedir que estivésssemos aqui, mas aqui estamos”, prosseguiu Puigdemont, lamentando a ausência de Oriol Junqueras, preso em Espanha após ter sido condenado a 13 anos de prisão no julgamento do “procés”.

“Hoje não estamos aqui todos, falta o vicepresidente Junqueras, que tem os mesmos direitos que nós pois recebeu mais de um milhão de votos. Vamos trabalhar para que possa estar aqui como representante dos cidadãos europeus. Está em causa a democracia europeia”, afirmou Puigdemont.

Por seu lado, Toni Comín sublinhou que “hoje damos um passo muito importante para a liberdade da Catalunha, mas também damos um passo muito importante para a democracia na Europa”.

O presidente do governo catalão, Quim Torra, justificou a presença com a vontade de “apoiar os dois eurodeputados que estiveram privados do seu voto durante seis meses”. “O mais importante é respeitar a vontade dos cidadãos expressa nas urnas”, destacou o ainda presidente do governo, lembrando também o grande ausente do dia, Oriol Junqueras e exigindo que sejam retiradas as ordens europeias de extradição emitidas por Espanha contra Puigdemont e Comín, que escaparam ao julgamento através do exílio na Bélgica.

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