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Governador de Istambul proíbe Marchas do Orgulho

Alegando razões de segurança, o governador de Istambul anunciou a proibição das manifestações de 19 e 26 de junho. Os organizadores da marcha LGBTI+ não aceitam a justificação e dizem que a responsabilidade do Estado é lidar com as ameaças de que são alvo.
Marcha LGBT de Istambul juntou cem mil pessoas em 2013.

Em comunicado de imprensa, o governador de Istambul proibiu a realização da Marcha do Orgulho Trans, prevista para este domingo, e da Marcha do orgulho LGBTI+ agendada para 26 de junho. “A organização de reunião e manifestação nas datas mencionadas não será permitida pelo nosso governo por segurança dos nossos cidadãos, em primeiro lugar dos participantes”, diz o comunicado.

Em reação a este anúncio, os organizadores lembraram que também no ano passado a marcha foi proibida, nessa altura sob o pretexto de decorrer durante o Ramadão. Centenas de pessoas tentaram à mesma manifestar-se e a polícia dispersou a manifestação com canhões de água e balas de borracha, ferindo dezenas de pessoas.

“O dever fundamental do Estado não é impedir as pessoas de se manifestarem peos seus direitos. É o de derrubar os obstáculos contra as pessoas que estão a exercer os seus direitos. Por outras palavras, parece que o governador prefere limitar os direitos e liberdades da população em vez de tomar medidas para responder às ameaças”, afirmou a Comissão da Semana do Orgulho LGBTI+ de Istambul, prometendo contestar a decisão judicialmente.

A Marcha do Orgulho LGBTI+ é organizada desde 2003 e em 2013 juntou mais de cem mil pessoas. Nas últimas semanas têm surgido ameaças por parte de grupos organizados nas redes sociais. Um deles, intitulado “Juventude Muçulmana da Anatólia”, criou um evento no Facebook com o objetivo de impedir a manifestação. Segundo o portal BIA, as organizações promotoras apresentaram queixa no tribunal contra o grupo e preparavam-se para fazer o mesmo contra o Facebook da Turquia, que afirmou que o evento respeitava as regras da comunidade. Mas pouco depois do anúncio desta intenção, o evento foi apagado desta rede social.

O grupo ultranacionalista Alperen também lançou o aviso em conferência de imprensa esta semana que caso o governo não impedisse a manifestação, iria impedi-la com os seus próprios meios.

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