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General Electric: milhares despedidos, CEO com bónus de 38 milhões

Larry Culp renegociou o seu contrato no meio da pandemia fazendo baixar os objetivos que tinha de cumprir. “Absolutamente ultrajante”, criticam os sindicatos.
Contador da GE nos anos 1940. Foto de Irina Souiki/Flickr.
Contador da GE nos anos 1940. Foto de Irina Souiki/Flickr.

Larry Culp, diretor executivo da General Electric, vai receber, apesar da crise e do despedimento de milhares de trabalhadores, um bónus mínimo de 38 milhões euros. O administrador, contratado a um de outubro de 2018, renegociou o contrato em 18 de agosto passado, em plena pandemia, de forma a ficar altamente favorecido.

Para além do rendimento suplementar devido à redução dos objetivos que tem de cumprir, Culp assegurou a extensão do contrato até 2024, com um ano suplementar de garantia. O executivo poderá mesmo obter um bónus de 230 milhões de dólares se as ações da empresa subirem para 16,68 dólares no final do período contratualizado, o que fica muito abaixo dos 31 estabelecidos anteriormente.

A empresa despediu 20% dos trabalhadores do seu setor da aviação este ano. E tem um plano de reestruturação em que mais empregos serão atingidos. Por isso, a renegociação do contrato do CEO indigna os sindicatos. Carl Kennebrew, do sindicato da GE afeto à AFL-CIO, a maior federação sindical norte-americana, declarou ao Financial Times que a situação é “absolutamente ultrajante”. “Como é que a GE pode justificar este tipo de bónus enorme para o seu CEO, enquanto os trabalhadores, as suas famílias e comunicados estão a sofrer”, questiona.

Segundo o conhecido jornal económico, as mexidas nas condições contratuais de Larry Culp não são caso único, “este ano, um número cada vez maior de empresas têm estado a mudar os planos de incentivo anuais ou de longo prazo de forma a facilitar que os seus executivos sejam pagos, ainda que os negócios tenham despedido trabalhadores”.

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