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Geert Wilders condenado por discriminação racial e insulto

Líder da extrema direita holandesa condenado em tribunal por ter prometido diminuir o número de marroquinos a viver no país.
Geert Wilders na leitura do veredito
Geert Wilders na leitura do veredito, foto de Remko De Waal/EPA/Lusa

Geert Wilders, deputado e líder do partido de extrema direita Partido da Liberdade (PVV, a sigla em neerlandês) foi condenado esta sexta-feira por insulto e incitação à discriminação racial. Em 2014, Wilders prometeu num comício em Haia diminuir o número de marroquinos a viver na Holanda, o que deu origem ao processo, cujo veredicto Wilders classifica agora de “insano”.

A 15 de março do próximo ano vão realizar-se as eleições legislativas no país e o Partido da Liberdade estava a aparecer em primeiro lugar nas sondagens realizadas até ao momento, seguido pelo CDA (Partido Cristão Democrático, pertencente ao Partido Popular Europeu, liderado pelo atual Primeiro Ministro Mark Rutte) e pelo SP (Partido Socialista, integrante do GUE/NGL).

O tribunal de Schipol classificou as declarações de Wilders de “inaceitáveis” pois o “carácter inflamatório” com que distinguiu a população de origem marroquina dos restantes cidadãos “incita outras pessoas a discriminarem” o grupo. Ao longo do julgamento, Wilders, que tem uma longa lista de afirmações contra muçulmanos, raramente esteve presente no tribunal e foi absolvido da acusação de incitação ao ódio.

Wilders já anunciou que vai recorrer da decisão e acusa os juízes de serem eles a incitar ao ódio. Os analistas consideram que a decisão jurídica não terá grande influência nas intenções de voto.

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