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“Garantir a contratação dos profissionais suficientes para o SNS é urgência do país”

Em visita ao ACES de Cascais, Catarina Martins voltou a falar das dificuldades do Serviço Nacional de Saúde, da falta de profissionais e de atratividade e sublinhou que para resolver os problemas exige-se carreiras e salários dignos.
Catarina Martins reuniu com a direção do Agrupamento de Centros de Saúde Cascais - Foto de Andreia Quartau
Catarina Martins reuniu com a direção do Agrupamento de Centros de Saúde Cascais - Foto de Andreia Quartau

A coordenadora bloquista visitou na manhã desta sexta-feira o Agrupamento de Centros de Saúde Cascais e reuniu com a direção do ACES.

“Confirma-se o que o Bloco de Esquerda vem dizendo e que é urgente resolver: é preciso garantir condições de atratividade e de organização do Serviço Nacional de Saúde, para que o SNS tenha os trabalhadores que precisa”, afirmou a coordenadora do Bloco de Esquerda.

Catarina Martins referiu que continuam a haver problemas de concursos de médicos que ficam vazios, exemplificando com o caso de Lisboa e Vale do Tejo, em que 50% das vagas ficaram vazias.

Salientou também que se mantém uma “uma situação impossível para os médicos e equipas de saúde familiar”, que as remunerações permanecem baixas, que as carreiras não são atrativas e que não foi resolvido nenhum dos problemas, nomeadamente a carga de trabalho burocrático que os médicos de família e os enfermeiros de família têm e que “faz com que seja muito difícil pedir às pessoas que façam o seu trabalho”.

A coordenadora do Bloco lembrou que em Portugal há um milhão de pessoas sem médico de família, mas alertou que a situação também é difícil para quem tem médico de família.

“As tarefas dos médicos multiplicaram-se: os médicos têm tarefas de seguimento de covid, têm tarefas na vacinação, têm tarefas sobre doenças respiratórias, têm tarefas puramente burocráticas, tantas, que não conseguem ter tempo para os seus utentes”, alertou Catarina Martins.

E deixou a pergunta: “Quem é que quer ser médico de família, quando o que lhe é pedido é uma carreira com um baixo salário, não atrativa, e ainda por cima com muita burocracia, para a qual nem existem auxiliares técnicos que deem o auxílio necessário?”.

“Estas condições têm de ser alteradas, o SNS é uma peça fundamental para o nosso país”, e por isso, “garantir a contratação dos profissionais suficientes para o SNS é uma urgência do país, o que exige carreiras dignas e salários dignos”, concluiu a coordenadora bloquista.

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