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Galp teve prejuízo de 42 milhões e quer distribuir 290 milhões aos acionistas

Em 2020, a Galp Energia passou de um lucro de 560 milhões para ter prejuízos. Ainda assim pretende pagar 35 cêntimos por ação em dividendos aos acionistas.
Galp. Foto de Manuel de Almeida/Lusa.
Galp. Foto de Manuel de Almeida/Lusa.

Em comunicado enviado esta segunda-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários a Galp Energia informou dos seus resultados no ano de 2020. A empresa, que tinha tido em 2019 um lucro de 560 milhões de euros, passou a ter um prejuízo de 42 milhões.

Apesar do prejuízo, a administração da empresa irá propor à Assembleia Geral de Acionistas, em abril, atribuir dividendos no valor de 35 cêntimos por ação, totalizando 290 milhões de euros. Isto significa um regresso à distribuição de dividendos, que tinha sido suspensa em novembro passado, e um valor 50% abaixo do ano anterior. Para o exercício de 2021, a Galp prevê pagar 50 cêntimos de dividendos por ação.

A petrolífera justifica estes resultados pelos “desafios sem precedentes criados pela pandemia global da Covid-19 e pelas medidas tomadas para lhe fazer face” e pelos “projetos que, apesar do contexto adverso, a Galp continuou a promover para se transformar numa empresa mais sustentável, nomeadamente o investimento efetuado na aquisição dos projetos de energia solar em Espanha – que permitem que seja hoje o maior produtor ibérico de energia fotovoltaica – e a adaptação do seu aparelho refinador à transformação em curso no sistema energético global”.

Diz que aumentou 5% o investimento, que totalizou 898 milhões no ano passado. Já a dívida líquida cresceu 44%, chegando assim a 2,06 mil milhões de euros. A empresa diz que isto se deve aos “544 milhões de euros pagos em dividendos a acionistas e interesses minoritários durante o período, bem como 129 milhões de outros efeitos, maioritariamente relacionados com a desvalorização do real brasileiro e do dólar norte-americano”. Já o encerramento da refinaria em Matosinhos custou 35 milhões de euros devido a reestruturações acrescidos de imparidades e provisões no montante de 247 milhões, totalizando um impacto negativo nas contas de cerca de 200 milhões depois de impostos.

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