Frente Comum marca greve nacional na Administração Pública para 18 de novembro

15 de October 2022 - 22:17

Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública exige “medidas que interrompam esta escalada de empobrecimento e de degradação dos Serviços Públicos”. Este sábado, manifestação da CGTP reuniu milhares de pessoas promoveu contra o aumento do custo de vida e o ataque aos direitos.

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A Cimeira da Frente Comum, reunida na sexta-feira, “perante uma proposta de atualização salarial que não dá resposta imediata à perda de poder de compra verificada em 2022 e que, para 2023, aprofundará o empobrecimento dos trabalhadores da Administração Pública”, decidiu convocar um Plenário Nacional para o dia 27 de outubro, pelas 11 horas, em frente à Assembleia da República.

A Frente Comum convocou ainda uma greve nacional dos trabalhadores da Administração Pública, para dia 18 de novembro.

A estrutura sindical esclarece que reivindica “o aumento real dos salários – 10% com um mínimo de 100€ - e reafirma que o governo tem tempo, espaço e meios orçamentais para dar resposta aos problemas dos trabalhadores”.

“Não estando perante nenhuma inevitabilidade, exige-se do governo medidas que interrompam esta escalada de empobrecimento e de degradação dos Serviços Públicos que põe em causa as Funções Sociais do Estado”, escreve a Frente Comum.

Milhares de pessoas nas ruas contra política de empobrecimento

Milhares de pessoas juntaram-se este sábado à manifestação contra o aumento do custo de vida e o ataque aos direitos, convocada pela CGTP, ao som de palavras de ordem como “Trabalhar e empobrecer é o que o acordo quer dizer”.

No Rossio, em Lisboa, a secretária-geral da CGTP, Isabel Camarinha, citada pelo jornal Público, explicou que a intersindical recusou assinar o acordo de rendimentos e competitividade entre Governo, patrões e a UGT porque este “atira o aumento dos salários para ‘aquele depois’ e significa mais perda de poder de compra para agora e para 2023”.

“Da aplicação do acordo, dos indicadores que lá estão não resulta um aumento mas sim o empobrecimento de quem trabalha”, frisou, denunciando a “aldrabice” das pensões: “A meia pensão recebida é feita à custa de um corte de pensões futuras”, apontou.

A dirigente reforçou que a CGTP exige “o aumento geral intercalar dos salários ainda este ano” e que, em 2023, a subida “seja de 10% com um mínimo de 100 euros”, por forma a responder à perda de poder de compra causada pela inflação.

Presente na manifestação, Mariana Mortágua afirmou que a contestação nas ruas se deve ao facto de o governo, “perante o maior crescimento económico em trinta anos e receitas de impostos recorde”, apresentar ao país “um Orçamento que significa a perda de um mês de salário por ano” e dizer “a pensionistas e trabalhadores que o seu destino é empobrecer”