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François Fillon vence primárias da direita francesa

O ex-primeiro-ministro de Nicolas Sarkozy venceu a segunda volta das primárias da direita francesa, com 66,5% dos votos, face ao seu rival Alain Juppé, e será candidato às presidenciais de 2017.
Assumido thatcherista, o candidato oficial do partido Les Républicains às eleições presidenciais de 2017 apresentou-se com um programa ultra liberal na economia. Foto OCDE, Flickr.

"É uma vitória construída sobre as minhas convicções. Desde há três anos que percorro a França com as minhas convicções, e a minha iniciativa foi compreendida pelos franceses", afirmou Fillon perante os seus apoiantes.

O antigo primeiro-ministro de Nicolas Sarkozy referiu que “a França quer a verdade e a França quer ação", garantindo ainda "compensar todos os que pretenderem servir o país".

“Quero que as crianças francesas sintam orgulho da sua nacionalidade”, frisou, reforçando que irá lutar contra os extremistas “que declararam guerra ao país”.

Fillon agradeceu ainda aos eleitores por terem acolhidos "os valores franceses com os quais se identificam” e sublinhou que “a esquerda é o falhanço, e a extrema-direita, a catástrofe".

Assumido thatcherista, o candidato oficial do partido Les Républicains às eleições presidenciais de 2017 apresentou-se com um programa ultra liberal na economia. Adiar a idade da reforma, acabar com o limite de 35 horas de trabalho semanal, despedir meio milhão de funcionários públicos, aumentar o IVA e cortar o subsídio de desemprego são algumas das suas propostas.

Fillon é também conhecido pela sua homofobia: votou contra a despenalização da homossexualidade em 1981 e opôs-se, em 1999, à união civil entre pessoas do mesmo sexo, e, mais recentemente, à adoção por casais do mesmo sexo.

Em agosto de 2016, François Fillon afirmou que França não deve envergonhar-se do processo de colonização: "Não, a França não é culpada de querer partilhar a sua cultura com os povos da África, Ásia e América do Norte". Um mês mais tarde, foi acusado de islamofobia após publicar um livro com o título Vencer o totalitarismo islâmico, no qual exibe as suas ideias sobre a luta contra o antiterrorismo.

Nicolas Sarkozy emitiu um comunicado a felicitar a vitória de Fillon: “Chegou a hora de a nossa família política concentrar o seu apoio a François Fillon para garantir a mudança que a França, mais do que nunca, precisa em 2017”.

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