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Francisco Beja (1952-2018)

Morreu Francisco Beja, docente, ator, encenador e designer de luz. Foi fundador do Roda Viva, um dos grupos pioneiros do teatro no Porto pós-25 de Abril e professor e diretor da ESMAE Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo. A cerimónia fúnebre tem lugar este domingo, 4 de fevereiro, pelas 10h, na Igreja de Paranhos, Porto.
Foto publicada no site da Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo.

Francisco Beja nasceu em 1952, no Porto e era formado na Escola Superior de Teatro do Conservatório Nacional e mestre em Estudos Teatrais pela Leeds University. Começou o seu percurso, em 1971, no Teatro Universitário do Porto, altura em que era também estudante de Engenharia e pertenceu à direção da Associação de Estudantes da FCUP (Faculdade de Ciências da Universidade do Porto), onde a lista “Por um Ensino ao Serviço do Povo” tinha acabado de ganhar as eleições.

No final dos anos 70, fundou com João Loio, Adriano Luz, Isabel Alves Costa, José Topa, entre outros, o grupo de teatro Roda Viva, grupo que teve grande impacto no movimento teatral da cidade do Porto.

Iniciou o seu percurso na docência em 1978 e elaborou, em 1985, juntamente com Manuela Bronze e Acácio Carvalho, a proposta de currículo dos Cursos de Teatro a criar pelo Politécnico do Porto, no âmbito da ainda designada Escola Superior de Música (hoje ESMAE). Foi nomeado em 1996 elemento do Conselho Geral do Politécnico do Porto, cargo que manteve até 2012, foi diretor do Teatro Helena Sá e Costa e eleito presidente da ESMAE em 2002.

Foi ainda vice-presidente da CULTURPORTO, associação cultural responsável pela gestão do Rivoli Teatro Municipal e por diversos programas de animação cultural da cidade, estrutura encerrada pela gestão camarária de Rui Rio.

O seu trabalho como professor é reconhecido por diversas gerações de profissionais das artes do espectáculo. Para dar apoio à criação de projetos e a jovens estruturas criadas por alunos depois de terminarem o seu percurso académico, cede um edifício pertença do Politécnico do Porto e cria o espaço Fábrica da Rua da Alegria, espaço de criação onde duas dezenas de companhias de teatro, dança e novo circo se instalam, e de onde tiveram de sair dois dias antes da morte do Francisco Beja.

Foi candidato pelo Bloco de Esquerda à presidência da Junta de Freguesia da Sé (Porto), em 2009.

O corpo encontra-se em câmara ardente na capela mortuária da Igreja de Paranhos, Porto. A cerimónia fúnebre tem lugar no próximo domingo, 4 de fevereiro, pelas 10h, nesta igreja.

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