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França: Macron eleito presidente

Emmanuel Macron alcançou cerca de dois terços dos votos e derrotou Marine Le Pen na segunda volta das presidenciais francesas com a maior abstenção desde 1969.
Declaração de Macron na noite das presidenciais

Com todos os votos contados, Emmanuel Macron obtém cerca de 66% dos votos expressos e Marine Le Pen 34%. A abstenção ronda os 25%, os votos em branco são 8.5% e os nulos 3%.

Macron recolhe nesta segunda volta cerca de 20.7 milhões de votos e Marine Le Pen cerca de 10.6 milhões, o que se trata do melhor resultado eleitoral da extrema-direita nas presidenciais francesas. A projeção indica ainda mais de 4 milhões de votos brancos e nulos e 12 milhões de abstencionistas.

Poucos minutos após serem divulgadas as projeções, Marine Le Pen disse aos jornalistas que já tinha felicitado Macron e falou num “resultado histórico” que coloca a frente Nacional na primeira força da oposição. Le Pen prometeu uma “transformação profunda” no seu partido, sem entrar em detalhes sobre o assunto. Prevendo uma derrota clara nesta eleição, a candidata da Frente Nacional reservou uma sala pequena para a noite eleitoral e elaborou uma “lista negra” de órgãos de comunicação social cuja entrada não foi permitida.

Aos 39 anos, Emmanuel Macron torna-se o mais jovem presidente francês e também o que é eleito com a menor taxa de participação eleitoral desde 1969, ano em que ainda não era nascido.

Numa declaração gravada, o novo presidente dirigiu-se aos eleitores da sua adversária prometendo “lutar contra as divisões que minam a França”. Na curta mensagem, Macron prometeu ainda defender a França e a Europa. “Farei a ligação entre nós e os cidadãos europeus, entre a Europa e os seus cidadãos. Os líderes franceses estarão a olhar para a paz, para a luta contra o aquecimento global. França estará na frente da batalha contra o terrorismo, em casa e fora”, afirmou Emmanuel Macron.

Horas mais tarde, no primeiro discurso junto dos apoiantes que o aguardavam junto ao Louvre, o novo presidente francês falou dos desafios que o esperam: “moralizar a vida pública, defender a nossa vitalidade democrática, reforçar a nossa economia, construir as novas proteções deste mundo à nossa volta, dar lugar a cada um, refundar a nossa Europa e garantir a segurança de todos os franceses”

Reagindo ao resultado eleitoral, a porta-voz da candidatura de Jean Luc Mélenchon, que alcançou o quarto lugar na primeira volta, afirmou estar “satisfeita por ver que a maioria dos franceses vieram às urnas para derrotar Le Pen, o que era o nosso apelo. Se os nossos eleitores fizessem outra coisa, Emmanuel Macron não teria sido eleito”, afirmou Raquel Garrido, concluindo que “temos um problema, é que o presidente é pouco representativo”.

O candidato socialista Benoît Hamon, que obteve 6.3% de votos na primeira volta, apelou a “um máximo de candidaturas de unidade à esquerda para as eleições legislativas” que se realizam já no próximo mês.

 

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