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França em greve nas vésperas do Euro 2016

A França vive o sexto dia de greve dos ferroviários e os trabalhadores da Air France entregaram o pré-aviso de greve entre os dias 11 e 14 de junho, quando se realiza uma manifestação em Paris contra a reforma da lei laboral.
Foto Matt de Martignac/Twitter

A luta contra a reforma da lei laboral e por melhores condições de trabalho vai continuar a paralisar os transportes ferroviários pelo menos esta terça-feira. A greve por tempo indeterminado já dura há seis dias e tem dificultado a circulação de comboios em todo o país.

As negociações entre a administração da SNCF e os sindicatos sobre a organização do tempo de trabalho prosseguem esta segunda-feira, mas a CGT e o SUD-Rail não deverão desconvocar a greve, uma vez que o seu prolongamento para terça-feira foi aprovado em todos os plenários de ferroviários já realizados.

Enquanto patrões e sindicatos se juntavam à mesa das negociações, cerca de 2000 ferroviários manifestaram-se junto à sede da empresa. Alguns chegaram a entrar na gare de Montparnasse e interromperam a circulação durante alguns minutos.

A adesão à greve tem rondado os 30% dos trabalhadores e cerca de metade dos maquinistas, segundo a CGT. A administração fala numa adesão de 8.5% esta segunda-feira e prejuízos superiores a 20 milhões de euros por dia.

A greve dos ferroviários e a ameaça dos trabalhadores dos transportes aéreos provocaram uma reação do presidente francês este domingo. “Ninguém compreenderia que os comboios e aviões possam impedir o bom desenrolar” do Europeu de futebol, afirmou François Hollande, apelando ao fim de uma greve que diz ser “incompreensível” como mostra de solidariedade com as vítimas das cheias que têm afetado algumas regiões do país.  

Por seu lado, os grevistas não parecem dispostos a abrir mão das reivindicações para agradar aos fãs do futebol em visita à França. Com o aproximar da abertura do setor ferroviário à concorrência privada, os trabalhadores da SNCF querem um contrato coletivo que seja aplicado a todo o setor. “É a única solução para lutar contra o dumping social. Senão, vamos ser chantageados daqui a três anos: ‘ou alinham com as regras do privado, ou vamos perder mercado e vocês perdem o vosso trabalho’”, afirma Bérenger Cernon, delago sindical da CGT ao Le Monde.

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