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Ford corta 7000 empregos

O fabricante automóvel norte-americano anunciou que vai cortar 10% dos seus quadros. Vão desaparecer até ao fim de agosto cerca de 70 mil empregos em todo o mundo. Estes somam-se a 1500 que já sairam da empresa nos últimos meses por mútuo acordo.
Foto de Thomas Hawk/Flickr

Alguns dos modelos da Ford não estão a ser vendidos tanto quanto era esperado e é preciso economizar. Foram vendidos menos 237 mil carros a nível mundial no primeiro quartel deste ano. Estas são as justificações apresentadas pelo gigante da indústria automóvel para implementar uma reestruturação que vai diminuir o número de trabalhadores.

A empresa informou esta segunda-feira que vai eliminar empregos por duas vias: saídas voluntárias e despedimentos. Entre umas e outros, a poupança estimada é na ordem dos 600 milhões de dólares.

Parte significativa dos cortes vai acontecer nos Estados Unidos: serão 2300 pessoas afetadas neste país. E muitos de imediato. Segundo um porta-voz da empresa, já esta semana serão cortados 500 postos de trabalho. Entre Estados Unidos, Canadá e México foram, aliás, nos últimos meses, 1500 as saídas voluntárias que emagreceram os quadros de pessoal.

Mas os cortes vão acontecer em todos os locais onde a empresa está presente, nomeadamente China, Europa e América do Sul. Só que a empresa diz que “não tem detalhes precisos para cada uma destas regiões.”

Apesar disso, em fevereiro tinham já sido anunciados alguns pormenores sobre o Brasil, onde a empresa fechará uma fábrica em São Bernardo do Campo e cortará 160 trabalhadores em Taubaté, no interior de São Paulo.

Em e-mail enviado aos trabalhadores, Jim Hackett , presidente executivo da empresa, escreveu que “para ser bem sucedido na nossa indústria competitiva, e colocar a Ford em posição de vencer num futuro em rápida mudança, temos de reduzir a burocracia, empoderar gestores, acelerar a tomada de decisão, focar no trabalho mais valioso e cortar custos”. Esta retórica encaixa-se no tipo de cortes anunciados. Hackett diz que vai eliminar cerca de 20% dos lugares de gestor de topo das 14 camadas organizacionais da empresa. Classificando-as como burocráticas, o chefe da empresa apresenta o objetivo de reduzi-las a nove.

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